Não é novidade nenhuma para ninguém do que é que se trata o Titanic e a sua história. O mesmo se aplica ao facto de o Titanic estar no fundo do mar. No entanto, o que é possível que seja novidade para o leitor é que os destroços desse famoso navio estão a desaparecer e em breve já não estará entre nós.

Esse processo deve acontecer devido a uma espécie de bactéria que está a destruir aos poucos o casco do navio. Robert Ballard, oceanógrafo da Universidade de Rhode Island, em Barragansett, foi quem descobriu o navio naufragado em 1985. A descoberta aconteceu devido a um envolvimento de Ballard numa missão secreta da Marinha britânica, com o objetivo de localizar os restos de dois submarinos nucleares americanos que afundaram na 2º Guerra Mundial.

Quando essa descoberta foi feita, o navio ainda estava preservado, e por estar a 3,8 km a baixo da superfície, o navio ficou inabitável para grande parte de vida do oceano e atrasou a corrosão. 30 anos depois, o casco do Titanic finamente começou a enferrujar, e alguns investigadores dão cerca de 14 anos para o navio desaparecer completamente.

Curiosamente, é que a bactéria que está a destruir o casco do navio não é qualquer bactéria. O que aconteceu, na verdade, é que o casco enferrujado do Titanic criou uma nova espécie de bactéria, batizada de Halomonas titanicae, um micro-organismo que é capaz de sobreviver a 3,8 km da superfície, no escuro e sob pressão, além de conseguir corroer o metal.

Estas bactérias são também encontradas a habitar noutro ambiente ainda mais extremo, os pântanos de sal. Nesses locais, a salinidade da água pode variar dramaticamente devido à evaporação, sendo que essas bactérias evoluíram a ponto de conseguir lidar com o problema.

Não sabemos se existe algo que possa ser feito para salvar o resto do navio. Infelizmente, ao que parece, os restos do Titanic provavelmente irão desaparecer em poucos anos.

Fonte: BBC

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