Todos conhecemos a importância de fazer exercício físico de forma regular. Isto porque a prática de desportos produz melhorias, não somente estéticas, como também benefícios de saúde significativos. Especialistas recomendam pelo menos uma caminhada por dia, pois aumenta a produção de endorfinas, diminui a tensão muscular e diminui a hormona do stress.

Caso tal não ocorra, sérios problemas podem surgir, por exemplo, obesidade, sedentarismo, problemas cardíacos e o aumento de doenças como diabetes tipo 2. Assim, investigadores da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, resolveram fazer um estudo para entender quais são os riscos de ficar duas semanas consecutivas sem fazer nenhum treino e o resultado é impressionante.

Vinte e oito jovens adultos saudáveis com uma idade média de 25 anos e com índice de massa corporal (IMC) de 25% foram os participantes do teste. Segundo os cientistas, todos eles eram ativos e mantinham cerca de 10 mil passos diariamente.

Para que os investigadores conseguissem descobrir o que aconteceria com o corpo após 14 dias sem atividade física eles pediram para que as pessoas que participavam nos testes reduzissem em 80% os níveis de atividades físicas. Ou seja, eles passaram a realizar 1.500 passos por dia. Além disso, o tempo de prática dos exercícios também diminuíram.

No final do estudo, os investigadores concluíram que 14 dias seguidos de sedentarismos podem provocar a morte prematura dos participantes. Isto porque houve alterações metabólicas que aumentam o risco de doenças crónicas. Ainda de acordo com os cientistas, duas semanas sem atividade física fez com que os participantes perdessem massa muscular e aumentassem o número de gordura corporal.

Um dos investigadores, Dan Cuthbertson, diz que o resultado mostrou que a atividade física é extremamente importante para qualquer pessoa. “14 dias sem atividade física resultou em pequenas, mas significativas reduções na condição física de um grupo de jovens fisicamente ativos e saudáveis. Percebemos que diminuiu a massa muscular e aumentou o número de gordura corporal”, disse.

“Tais mudanças podem levar a doenças metabólicas, crónicas e mortalidade prematura. Os resultados enfatizam a importância de ficar fisicamente ativo, e mostram as consequências de comportamento sedentário contínuo”, completou.

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