Quem fala sozinho para por situações que são algo estranhas que acabam por deixar essas pessoas sem saber como justificar a situação.

Quantas vezes o leitor estava a falar sozinho a andar na rua ou simplesmente em casa e ficou sem jeito por que outra pessoa apanhou-o a conversar sozinho e achou que era completamente maluco? Podem ficar tranquilos pois temos uma boa notícia. Conversar sozinho, segundo um estudo, não significa que o leitor é louco, muito pelo contrário, tais conversas podem até aumentar a sua inteligência pelo facto de acelerarem o nosso lado cognitivo do cérebro.

A investigação chegou a esta conclusão e foi conduzida por dois psicólogos que se encontravam intrigados com as pessoas que iam no supermercado e sussurravam o nome dos alimentos, bem como provavelmente o leitor já fez. Eles fizeram um teste bem simples para provar essa hipótese.

Em um dos testes, eles precisavam de encontrar uma fotografia de um objeto específico no meio de outras coisas. No teste, algumas pessoas faziam-no em silêncio, o que lhes levou mais tempo para acabar a tarefa do que as pessoas que conversavam, mesmo que sozinhas. Em outro teste, um site de compras online foi usado na investigação, e quem falava o nome dos produtos eram bem mais rápidos no momento da procura, mas apenas nos casos em que as pessoas conheciam o produto.

Um outro estudo foi realizado com os professores Gary Lupuyan e Daniel Swignley, onde afirmam que proferir uma palavra em voz alta ou dar pistas verbais ao nosso cérebro pode fazer com que ele trabalhe mais rápido. A investigação da dupla foi a seguinte: primeiro mostravam várias imagens com um objetivo em cada, e depois pediram para os voluntários procurarem qual delas era a da banana. Metade dos 20 voluntários foram instruídos a repetir em voz alta a palavra “banana”, já os demais 10 foram instruídos a ficarem de boca fechada.

Os “malucos” que proferiam a palavra em voz alta foram mais rápidos que os voluntários que ficaram calados. Isto provou que essa prática faz sentido se a palavra que estiver a proferir tiver relação direta com o problema a ser resolvido, caso contrário, falar uma palavra que não tem nada haver pode atrapalhar. A investigação também mostrou que quanto maior a familiaridade com uma palavra, mais ela poderá ser útil quando for repetida. Talvez seja por isso que as pessoas que iam ao supermercado a sussurrar o nome dos produtos encontravam melhor o que procuravam.

Comentários

You need to login or register to bookmark/favorite this content.

Bookmarked By