A Terra é um território vasto e complexo que serve de lar para biliões de humanos. Por vezes, no entanto, torna-se complicado entender como a população está distribuída pela superfície deste fantástico planeta e quem são os habitantes do nosso planeta.

Para entender isto, podemos tentar reduzir toda a população mundial de 7,5 mil milhões de pessoas para um número reduzido de penas 100, mantendo todas as proporções que encontramos atualmente no nosso mundo.

Se dividir-mos esse pequeno grupo, ficaríamos com 50 mulheres e 50 homens, mas onde estaram estas pessoas? Quantas delas seriam crianças? Quais seriam as crenças e que idioma falariam? Será que essas pessoas têm acesso à educação e saneamento básico?

Divisão

Como já foi referido, dividindo o grupo entre gêneros, teríamos metade de homens e metade de mulheres. A maioria desse grupo moraria na Ásia. Aqui, estaria um total de 59 pessoas em contraste com apenas 16 vivendo na África, 14 na América (oito no norte e seis no sul), dez na Europa e apenas uma na Oceania.

Dispersos pelos continentes, 19 pessoas seriam chineses e 18 indianos, muito acima de quaisquer outras nacionalidades. Depois dos asiáticos que formam a maioria da população, teríamos seis nascidos nos Estados Unidos, três no Brasil, dois na Rússia e um na Alemanha. Os outros 53 restantes seriam cidadãos dos demais 187 países do mundo.

A generalidade das pessoas seria jovens abaixo de 35 anos (58 estariam nessa faixa), sendo que nove teriam menos de quatro anos e o restante dividido em partes praticamente iguais em três faixas etárias (de 5 a 14 anos, de 15 a 24 anos e de 25 a 34 anos). Entre adultos e idosos, a grande maioria (20 pessoas), estariam entre 35 e 49 anos, 14 com 50 a 64 e apenas oito habitantes acima de 65 anos.

Crença

Entre todas as pessoas do mundo, a maioria seria seguidora do cristianismo. Enquanto 31 pessoas teriam essa fé, 23 seguiriam o islamismo, 15 o hinduísmo e 7 o budismo. Entre os outros, 9 teriam religiões diversas e 15 se declarariam ateus ou sem nenhuma religião.

Quanto à língua de comunicação dos povos, o maior grupo falaria mandarim. Apenas 14 pessoas de todas as 100 seriam capazes de compreender a língua. Em seguida, 13 poderiam compreender inglês, 9 hindus, oito espanhol e cinco árabe. Para mais da metade da população restante (51 pessoas), haveriam mais de sete mil outras línguas!

Entre todos eles, apenas 14 seriam analfabetos, com 86 capazes de ler e escrever.

Saneamento básico

Saber escrever, no entanto, não é sinónimo de uma educação completa (que é uma cópia do nosso, é bom lembrar). Dos 100 habitantes, 73 teriam acesso a uma escola e 27 ficariam sem estudar. O número de formados no ensino superior, no entanto, seria muito menor. A maioria esmagadora (93 pessoas) não chegaria a ter um diploma numa universidade, privilégio reservado a apenas sete pessoas no mundo inteiro.

A falta de curso superior, no entanto, não significa uma crise generalizada, já que teríamos apenas 9 desempregados entre todas as cem pessoas. Os 91 restantes estariam a trabalhar ou não seriam considerados mão de obra em potencial, como no caso de crianças, idosos ou incapazes.

A grande maioria também teria acesso a uma residência, com apenas uma pessoa a morar na rua. Porém 21 daqueles que possuem casa estariam a viver em condições bem precárias.

Salário e saúde

Ainda que a minoria esteja desempregada, apenas uma pessoa em todo o mundo teria um salário anual de mais de US$1 milhão e teria acesso a 50% do dinheiro do mundo inteiro.

A má distribuição dos ganhos pode ser responsável para um grave problema. Dos 100 habitantes do planeta, 40 não teriam acesso a um sistema de saneamento básico. O número fica ainda mais impressionante se comparar-nos com a quantidade de pessoas que teriam acesso a um smartphone: 80.

Finalmente, só mais uma curiosidade interessante: das cem pessoas do planeta, duas se chamariam Mohammed, o nome mais comum do mundo inteiro.

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