O órgão mais fascinante do ser humano é sem dúvida o cérebro. Cientistas afirmam que as máximas capacidades do órgão ainda não foram plenamente estudadas. E a cada dia que passa, surgem mais questões que permanecem sem resposta. Mas, apesar de tudo sabemos que o cérebro humano é capaz de grandes proezas intelectuais. Hoje, apresentamos uma mão cheia de paradoxos lógicos que lhe ir dar-lhe que pensar.

1. Paradoxo de Orwell

George Orwell estudava como o idioma afeta os nossos pensamentos. No seu livro “1984”, os locais mais terríveis tinham nomes agradáveis, como “mistério do amor” ou “campo da alegria”. Assim, os personagens eram levados a pensar que as coisas repugnantes eram, na verdade, belas. Esta técnica, segundo o qual todas as noções significam coisas absolutamente contrárias, designa-se de novilíngua.

Inicialmente, tal pode parecer possível apenas numa história distópica (negativa), mas Orwell avisou que, em breve, nós mesmos começaríamos a utilizar frequentemente esta novilíngua. E isso acontece: por exemplo, quando vemos publicidade que revelam a realidade excessivamente “enaltecida” com frases atrativas. Muitas vezes, o nosso cérebro recebe a informação com essa espécie de novilíngua e acredita nessa informação, mesmo quando ela não reflete a realidade. O mesmo acontece quando muitas pessoas criam, no Facebook, ou em blogs uma mundo maravilhoso no qual tudo ocorre de forma correta: otimas viagens, restaurantes fantásticos, contacto com pessoas importantes. Será que essa pessoas nunca têm problemas?

2. Paradoxo do valor

paradoxo do valor

Este termo surgiu pela primeira vez no ramo da economia, mas hoje é utilizado em várias áreas da vida.

Tente responder a esta questão. O que é mais valioso? Um diamante ou um copo de água? A maioria das pessoas responderia, sem dúvida, que um diamante vale mais. No entanto, se repetir a pergunta a alguém que viva numa região de seca, o mais provável é que ela diga que a água é mais valiosa, independentemente do preço do diamante.

Este paradoxo comprova que todos os nossos interesses são formados sob a influência das nossas necessidades. Logo, todos os nossos sonhos podem mudar a qualquer momento se, por exemplo, mudarmos de cidade ou alterarmos o nosso foco.

3. Paradoxo de Kafka

No conto “Poseidon”, de Franz Kafka, o rei do mundo submarino estava sentado numa mesa a fazer vários cálculos. Era tanto o trabalho burocrático que o senhor dos mares não podia deixá-lo de lado por um momento para poder, de facto, governar o seu reino. Claro que Poseidon poderia delegar a tarefa a outra pessoa, mas ele considerava que ninguém era capaz de fazê-lo. Desta forma, ele tornou-se um prisioneiro do seu próprio ego, considerando que era o rei mais inteligente do mundo, quando, na realidade, não o era.

4. Paradoxo da unanimidade

Este paradoxo está muito presente em investigações de crimes complexos. Segundo este, quanto mais concordamos com uma opinião, maior será a probabilidade de ela estar errada.

O nosso cérebro funciona da seguinte forma: subconscientemente, concordamos sempre com a opinião da maioria. Suponhamos que o leitor foi convocado para identificar um suspeito criminoso e você tem 100% de certeza sobre a identidade do mesmo. No entanto, as demais testemunhas afirmam que foi outra pessoa quem cometeu o crime. Provavelmente, você não apenas concordará com elas, mas terá certeza absoluta de que está certo. Afinal, a multidão nunca pode estar errada. Ou será que pode?

5. Paradoxo de Platão

O filósofo Platão criou esta fábula para demonstrar como as pessas podem ser ignorantes e como é dificil é alterar esta realidade.

Imagine um grupo que, desde o nascimento, viveu numa escura caverna. Tudo o que eles conhecem são sombras que surgem esporádicamente nas paredes da caverna. Ao mesmo tempo, eles atribuem nomes a todas as sombras que aparecem. Chama de “árvore” a uma sombra de árvore, e de “cão” à sombra que parece ser um cão.

Se, um dia, os prisioneiros saírem da caverna e verem uma árvore e um cão real, não acreditarão que aquelas coisas tão estranhas são na realidade um árvore e um cão. Assim, eles permanecerão para sempre prisioneiros das suas próprias experiências.

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