O cheiro saboroso. A dentada crocante. O toque doce (ou salgado, para quem o aprecia). O acabamento amanteigado. Qualquer pessoa que vá ao cinema reconhecerá o cheiro e o sabor do seu petisco favorito  em qualquer lugar. Mas permanece a questão. Qual a razão para mimar-mos as nossas papilas gustativas com estes pedaços de milho enquanto vislumbra-mos a enorme tela de cinema?

Alguns aspetos convergentes fizeram da pipoca o snack favorito de uma ida ao cinema, segundo Adndrew F. Smith, autor de Popped Culture: A Social History of Popcorn in America. A pipoca era barata para os vendedores e para os clientes, e fazê-la não necessitava de equipamentos muito especializados. As pipocas também tornaram-se muito populares num momento em que os cinemas estavam desesperados por um impulso económico, pelo que é nesta altura que as pipocas foram apresentadas ao cinema.

Facto interessante; o nome pipoca não se refere ao apenas ao estalido que faz ao ser preparada. É também o nome para o tipo específico de milho que é utilizado para fazê-la. Originalmente cresceu na América Central e tornou-se popular nos Estados Unidos em meados dos anos 1800. Comparado com outros petiscos na altura, era muito fácil prepará-la, e ficou ainda mais fácil em 1885, quando foi inventado uma forma de produção de pipocas móvel movido a vapor. Depois desta invenção, as ruas do século 19 foram invadidas por frotas de vendedores de pipocas independentes.

Visto que a pipoca tinha custos baixos de produção, era também muito barato comprar, o que aumentou a popularidade desta petisco durante a Grande Depressão. A Depressão aumentou o gasto do consumidor em produtos de luxo mais baratos, como a pipoca e os filmes, até que ambas se uniram. Salas de cinema passaram, então, a permitir que vendedores de pipocas as vendessem aos amantes do cinema, mediante cobrança de uma taxa diária. Em meados da década de 1940, no entanto, os cinemas começaram a cortar o intermediário e começaram a ter os seus próprios produtores e a vender aos clientes. A introdução dos carrinhos de pipocas nas salas de cinema mantiveram esta indústria acima da linha de água durante a Grande Depressão e, desde aí, as pipocas ficaram associadas a uma ida ao cinema.

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