No próximo sábado de 22 de abril de 2017, milhares de pessoas estão a planear uma manifestação em várias cidades por todo o mundo pela ciência. Os participantes, que em abril marcham pela ciência, esperam que os líderes políticos e legisladores tomem decisões baseadas no raciocínio científico e investigações empíricas. Mas será que estes protestos realmente afetam a política pública? Segundo um novo estudo realizado por investigadores belgas e holândeses, eles afetam.

O estudo, “Demonstrando o Poder: Como é que os protestos persuadem a representação política”, concluiu que as pessoas conseguem influênciar a política pública se se unirem. Estas descobertas vieram de investigadores da Universidade de Antuérpia e da Universidade de Amesterdão e foram publicadas na Revista de Sociologia da América.

Primeiramente, o estudo envolveu uma sondagem onde participaram oficiais eleitos explicando as suas opiniões relativamente aos refúgiados. Depois, estes oficiais, visualizaram reportagens ficcionais de manifestações na Bélgica.

Os investigadores criaram 32 videos ficcionais de notícias contendo diferentes formas de protesto e dividiram-nos em dois grupos que continham mensagens opostas. Os investigadores manipularam coisas como a violência ou não do protesto, se os participantes tinham uma única mensagem, a dimensão da multidão e se mais protestos foram planeados.

Depois dos políticos visualizarem ambos os videos, os investigadores fizeram um questionário a cada um deles onde perguntavam as opiniões à cerca da importância dos problemas levantados e que atitude pública deveriam ser pensadas. O que descobriram foi que os protestantes que se uniram e agiam com base numa única mensagem eram mais prováveis de influênciar as políticas legislativas. O estudo concluiu também que os manifestantes tinham mais probabilidades de persuadir  tanto as políticas de direita como de esquerda se se unissem em grandes números, fossem pacíficos, agendassem mais protestos e falassem numa único voz.

Apesar da investigação ter sido efetuada na Bélgica, os autores afirmam que os estudos possuem significância na América e nos demais países da Europa, sendo palco de inúmeros protestos contra as políticas do presidente norte-americano Donald Trump.

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