A conjuntura mundial está muito má neste momento. Pensa-se que o planeta perdeu cerca de metade da sua vida selvagem nos últimos 40 anos e a tendência é sempre negativa. Um grupo de biólogos anunciaram que no final do século XXI é muito provável que 50% de todas as espécies enfrentarão a extinção.

Esta previsão foi anunciada por biólogos e economistas reunidos no Vaticano para uma conferência designada “Como salvar o mundo natural da qual dependemos”. Pode parecer um pouco estranho a Igreja Católica hospedar um simpósio com esta temática, mas o Papa Francisco tem alertado de forma incansável à cerca da responsabilidade que os 1.2 mil milhões de católicos tem de proteger o ambiente da destruição e das alterações climáticas.

sexta extinção

“A enorme biodiversidade que temos no mundo… está a escapar-nos pelos dedos sem que ninguém se preocupe minimamente”, escreveu a Academia de Ciências Pontíficais, organizador da conferência. Na verdade, na encíclica papal de 2015, que é um carta escrita pelo Papa e enviada a todos os bispo, é mencionado como a destruição ambiental em todo o mundo e a alteração climática é um “sinal para todos nós e um pecado contra Deus”, escrevendo também algumas linhas sobre a poluição.

Durante os 3.7 mil milhões de anos desde que surgiu a vida nesta rocha a que chamamos Terra, existiu cinco grandes eventos de extinção em massa. A pior destas, designada de Grande Morte, obliterou cerca de 96% de todo a vida no mundo, apesar do último evento ter causado o desaparecimento dos dinossauros e nascimento dos mamíferos.

Agora os investigadores acreditam que estamos a aproximarmo-nos da sexta extinção em massa. Em vez de estar a ser lentamente conduzida pelo clima ou atividade geológica, este evento é diferente: Está a ser causado por nós, humanos. Espécies extinguem-se de forma inevitável, numa taxa natural de cerca de 5 anos. Mas desde que começamos a destruir as florestas, verter carbono para a atmosfera e a drenar triliões de peixes dos mares, esta taxa aumentou significativamente entre 1,000 e 10,000 à taxa natural.

Estes fenómenos levaram os biólogos a sugerirem que se nada alterasse e tudo continuasse como tem estado, significaria que metade de todas as espécies da Terra iriam desaparecer. Estes enalteceram o desaparecimento de tigres e pandas, mas outros microorganismos fundamentais ao ser humano, plantas e fungos iriam ter o mesmo destino.

Existe, no entanto, um enorme problema que certamente divide a igreja e cientistas, nomeadamente o controlo da população, com o Papa a favorecer a política anti-contracepção.

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