Uma prática antiga na nossa sociedade é as mulheres adotarem os nomes dos maridos ao casarem, mas cada vez mais tem sido frequente manter os seus nomes, por vezes por razões práticas. Alteração do nome das contas, a buracracia legal para alteração do nome, tudo isto levou ao aumento das mulheres que mantêm o seu nome depois do casamento.

Portanto, quando chega a altura de ter uma criança, será que existe mais país a escolher uma via não tradiconal relativamente ao sobrenome do filho? Mais especificamente, está a sociedade a alterar a sua visão e a optar por colocar o sobrenome da mãe na criança?

Laurie Scheuble é uma professora de sociologia na Universidade de Penn State, e diz que não é fácil recolher informação ou tendências relacionadas com os nomes, mas é claro que ainda existe uma maior tendência para a tradição. Um estudo escreveu que apenas 4% das famílias decidiram dar ao bebé o sobrenome da mãe.

“Existe muito pouca investigação nesta área”, afirmou Scheuble num e-mail. “Grande parte das crianças ainda possuem o último nome do pai. Mesmo quando as mulheres tomam a decisão pouco convencional de manter o seu último nome depois do casamento ou alterá-lo mas colocando um hífen.”

Na verdade, a investigação de Scheuble revelou que 90% das mulheres com um sobrenome pouco convencional (leia-se: não o dos maridos) irão dar o último nome do pai à criança. (Nota: A investigação de Scheuble e o colega David R. Johnson envolveu 600 casais heterossexuais casados da universidade onde trabalham). Mas Scheuble descobriu que enquanto o sobrenome das crianças segue a convenção paterna, os nomes do meio não seguiam.

“Mulheres que mantinham o seu sobrenome de nascimento ou com hífen na altura do casamento são mais prováveis de atribuir ao filho o seu nome do meio (cerca de 50% destas mulheres atribuiram à criança o seu nome do meio)”, indicou a investigadora.

As crianças de Stefanie Le Jeunesse ficaram com o sobrenome da mãe. Esta afirmou que a razão que lhe levou a fazê-lo foi em parte o seu orgulho pelo nome, e parte uma motivação feminista. “Eu amo o meu último nome,” afirmou Le Jeunesse em e-mail. “É lindo; é raro; ele honra uma parte da minha família que eu valorizo. Não vi nenhuma razão válida para que as minhas crianças adotasse o nome do pai em vez do meu – tradição patriarcal nunca foi suficientemente convincente – por isso o meu parceiro e eu concordamos em nomear desta forma a criança”.

bebé

Mas não escapeu à sua atenção de que se trata de uma prática rara e traz consigo alguma confusão externa. “Todos os que pedem para preencher formulários assumem que o meu parceiro não é o pai da criança”, disse. “Ele tem uma vida complicada quando tem que estar presente sozinho em algum estabelecimento governamental (escola, hospitais, etc.).

Scheuble afirma que o modelo patriarcal é vigente atualmente.”Como sociedade, nós somos cunhados com as nossas crenças relativamente aos nomes. Pensamos que mulheres que adotam o sobrenome do marido no casamento estão mais cometidas e empenhadas no casamento. Existe um conjunto de estudos que revelaram esta informação”, afirmou a investigadora. “Interessantemente, não pensamos que o marido está menos empenhado no casamento porque ele manteve o seu nome de nascimento na altura do matrimónio”.

Le Jeunesse não se arrepende da escolha, e não vê algo como muito significante. “Nós colocamos tanto pensamento e carinho nos nomes que damos aos nossos filhos”, afirma. “Mas muita vezes preservamos nomes que não gostamos, que possuem raízes ou conotações pesadas e tristes, mas é tão fácil de nos vermos livres dessa conotação.”

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