Antes de começarmos, isto não significa que a Nasa descobriu vida para além da Terra. A organização foi amável o suficiente para nos informar de tal questão através de tweets antes de convocar uma conferência de imprensa para falar sobre os exoplanetas.

Em 2016, nós vimos algumas conferências de imprensa notáveis a anunciar novos exoplanetas descobertos. Em Maio, cientistas explicaram como o telescópio Kepler ajudou a identificar a existência de 1,284 exoplanetas, mais do dobro daquilo que os astrónomos descobriram anteriormente. Em Novembro, representantes do Observatório do Sul Europeu anunciaram a descoberta de Proxima b, um pequeno planeta na zona de Goldilocks da Proxima Centauri. Isto faz com que Proxima b seja o (exo)planeta mais próximo que conhecemos fora do nosso sistema solar a apenas 4.25 anos-luz (Nota: chamamos exoplaneta a um planeta que se encontra fora do sistema solar).

A mais recente conferência de imprensa focou-se num sistema chamado TRAPPIST-1, que não tem apenas um, nem dois, mas sete planetas do tamanho da Terra a orbitar a mesma estrela. TRAPPIST-1 é uma estrela relativamente pequena, muito mais pequena e fria do que o nosso Sol. Três dos sete planetas orbitam a estrela a uma distância segura e “correta” para serem considerados habitáveis. A esta distância, os planetas que lá se encontram, é muito provável que possuam àgua no estado líquido.

Os investigadores atribuem nomes aos planetas com base na sua distância relativa à estrela que orbitam. TRAPPIST-1 é o mais próxima e TRAPPIST -1h o mais longe. Os três planetas que estão na zona habitável são TRAPPIST-1e até TRAPPIST – 1g.

TRAPPIST-1F

É muito provável que os planetas revelem sempre a mesma face à sua estrela durante a sua orbita planetária. Isto significa que está sempre de dia numa parte do planeta e sempre noite noutra. Por que os planetas estão próximos da estrela, os períodos orbitais são muito curtos. O planeta mais próximo da estrela possui um período orbital de cerca de 1.54 dias terrestres. O mais longe da sua estrela possui um período órbital de cerca de 20 dias terrestres.

Os planetas estão também muito próximos uns dos outros. Estão tão próximos que se estivessemos na superfície de um deles seria possível ver os outros planetas do mesmo tamanho que vemos a lua.

Ainda não conseguimos visualizar diretamente os planetas – o sistema TRAPPIST está muito longe, a cerca de 39 anos-luz. Os investigadores detetaram os planetas através da utilização de vários poderosos telescópios que medem pequenas quantidades de luz emanadas de TRAPPIST-1, que evidência um planeta a orbitar uma estrela. A quantidade de luz bloqueada e a frequência com que estas interrupções nos surgem, dão-nos informações associadas ao tamanho e o período orbital dos planetas.

Quais são os próximos passos? A NASA quer utilizar futuros telescópios, como o famoso Telescópio Espacial James Webb (estará pronto em 2018 e será muito mais poderoso que o Hubble), para procurar sinais de gases na atmosfera dos planetas. Com isto em mente, se existirem gases presentes nestes planetas é possível deduzir a existência ou não de vida (ainda que rudimentar). Portanto, a NASA ainda não consegue determinar se existem ou não alienígenas, está no ramo da probabilidade a possibilidade de cruzarmo-nos com vida nestes novos mundos.

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