Em regra a boca é uma espécie de Meca para as bactérias. Na verdade, os biologos, que estudam o ecossistema que vive dentro da boca do ser humano, descobriram pelo menos 400 espécies entre os biliões de micro-organismos que fazer da sua boca a sua casa e recreio [veja-se: Stevens]. Nessa mistura, existem numerosas bactérias que podem levar a uma infeção ou doença. Há muito tempo que descobrimos que cortes na pele levam a infeções bacterianas, e sabemos que a boca está infestada de bactérias, como explicar o facto de que não existe nenhum sinal de infeção quando mordemos a línua?

Na verdade, em casos muito raros, a língua pode ficar infetada devido a esses cortes. Isto acontece normalmente a pessoas que possuem um sistema imunitário fraco. Em regra, contudo, a língua e a boca estão protegidas contra infeções. E, nem todos os cortes na língua perfuram fundo o suficiente para chegar a tecido mais interno da língua, sendo possivel que nem esguiche sangue.

Mas mesmo quando a língua está cortada, as infeções são muito improváveis de ocorrer pois a língua usualmente consegue curar-se por si só, muito devido à vasta quantidade de flora que existe na sua boca. Tanto as glândulas salivares como as secreções mucosas contêm imunoglobulina A (SlgA), que cnsiste num anticorpo que consegue viver em ambientes hostis e severos, desafiando a degradação e defende-nos de vários micróbios. Em adição, a boca está coberta de vasos sanguíneos, que também contém propriedades antibacterianas.

dentes

É claro que nenhuma defesa é perfeita. É sempre uma boa ideia manter a sua boca o mais saudável possível. Optar por boas práticas de higiene dental, como escovar os dentes duas vezes ao dia e visitar o dentista regularmente é fundamental para evitar o aumento de bactérias nocivas à saúde. É também importante para diminuir a probabilidade de infeção resultantes de acidentes na língua, como mordê-la involuntariamente.

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