Foi em 1905 que um jovem génio alemão no seu local de trabalho, na altura um mero gabinete de patentes suíço, elaborou e publicou, durante quatro meses, quatro artigos científicos que alteraram o nosso entendimento sobre o funcionamento do universo. Esse jovem génio de apenas 26 anos chamava-se… Albert Einstein.

As teorias de Einstein que se encontravam esboçadas naqueles artigos, incluindo a teoria quântica da luz e a teoria da relatividade, foram todas produzidas nos seus tempos livros. O que Einstein fazia durante o dia era examinar patentes em Berna, na Suiça, o que não exigia um esforço cognitivo elevado. Essa atividade deixou-lhe imenso tempo para ponderar os mistérios do universo, o que ele fez nos seus tempos livres.

Foi um capítulo crucial na sua vida de autodidata, que não mostrou sinais de genialidade no inicia da sua vida. Einstein apenas começou a proferir as primeiras palavras muito tempo após a idade normal para o fazer. Na verdade, o seu desenvolvimento foi tão tardio que os seus pais começaram a questionar se ele poderia possuir alguma deficiência ou atraso na aprendizagem.

Einstein tinha alguns problema em fazer amigos e não era o melhor aluno na escola. Existe até um rumor persistente, e sem qualquer bases de que ele era um péssimo aluno a matemática no quatro ano de escolaridade. A verdade é que Einstein adorava resolver problemas e pouco mais. Ele detestava o trabalho árduo que lhe esperava em casa depois de um típico dia na escola e desistiu aos 15 anos de idade.

Einstein

Depois de Einstein desistir da escola em Munique, tentou entrar num colégio em Zurique, mas reprovou o exame de admissão. É aqui que o mito de que ele falhou a matemática possui as suas fortes origens. Apesar de ser verdade que Einstein reprovou o exame, ele não falhou na disciplina de matemática. Ele reprovou, no entanto, a botânica, zoologia e na secção das línguas.

Sempre um aluno persistente, Einstein começou a ler imensos livros, repetiu o exame e passou. Ainda assim, ele continuou a não ser um aluno brilhante. Ele faltava a aulas e entrava em fortes discussões com os professores porque ele preferia estudar sozinho. Einstein teve, inclusive, problemas em encontrar trabalho depois que compriu a sua escolaridade, porque um professor escreveu uma carta de “recomendação” não muito favorecedora. Ao fim de algum tempo, um amigo de família interveio e assegurou que Einstein tivesse um trabalho e assim começou a sua aventura no escritório de patentes suiço.

Não foi até ao desenvolvimento dos seus fantásticos trabalhos que Einstein tornou-se notavelmente reconhecido entre os seus colegas, começando a tornar-se famoso pelo público em geral e, eventualmente, vencedor do Prémio Nobel pelo seu trabalho sobre o efeito fotoelétrico.

Com tudo isto dito, esperemos ter derrubado o famoso mito de que Einstein não era bom a matemática. Na verdade, essa era a disciplina que dominava na perfeição, e a que mais estudou durante toda a sua vida e claro a física também.

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