Os cientistas conhecem à anos que os drones possuem o potencial para revolucionar a agricultura. Agora, com as recentes investigações de um grupo de cientistas do Japão, o futuro dos drones podem passar pela polinização das plantas, o que é fundamental para a manutenção da agricultura.

Revestidos com cabelo de cavalo e um gel especial, os drones-insetos podem voar de planta em planta de modo a apanhar e depositar o pólen, assim como as abelhas fariam. Interessantemente, a discoberta do referido gel, que é composto pela atração eletroestática de iões opostamente carregados, criam uma ligação química absorvente, descoberta por acidente 10 anos atrás.

O químico Eijiro Miyako, que trabalha no Instituto de Investigação Nanomaterial do Japão, estava a tentar inventar um liquido que conseguisse conduzir eletricidade. A investigação foi um fracasso. Tudo o que Miyako descobriu foi um gel muito pegajoso. Ficou guardado sem utilização durante uma década.

Mas à medida que o gel começou a ganhar pó, a preocupação de Miyaka começou a crescer devido ao rápido declínio da população de abelhas. As abelhas são polinizadores prodigiosos, responsáveis pelo processo de polinização de 90 colheitas comerciais. Desde 2003, apicultores na América e Europa reportaram uma perda de 30 ou mais porcento das suas colmeias. Na verdade, o número de colónias de abelhas nos Estados Unidos já diminuíram de 6 milhões em 1947 para apenas 2.5 milhões atualmente.

Neste sentido, Miyako começou a explorar outros meios para a utilizar o seu gel para a polinização de plantas. Começou por fazer experiências ao aplicar nas costas de formigas e depois  deixou os insetos escapar para uma caixa de túlipas. Voltou mais tarde para verificar se o gel teria recolhido o pólen. E recolheu. Depois tentou noutros insetos; moscas. O gel também funcionou.

abelhas

Posteriormente, Miyako encontrou um pequeno drone que conseguia voar pelos vastos campos de flores assim como abelhas. Revestiu o drone com cabelo de cavalo com a ajuda do gel iónico. O cabelo de cavalo servia para copiar o corpo das abelhas, criando uma ampla superfície onde o pólen podia aderir.

No primeiro voou de teste sobre o amplo campo de flores, o drone foi um sucesso. O gel conseguiu apanhar e transferir o pólen de flor em flor, enquanto drones sem o gel não conseguiram. Mas Miyako não é pioneiro na criação de drones para ajudar no processo de polinização.

Anna Haldewang, uma designer industrial na Escola de Arte e Design de Savannah, em Georgia, Estados Unidos, também desenvolveu um drone nos mesmos moldes que o anterior para um projeto escolar, mas sem o famoso gel. Em vez de o utilizar, Haldewang, usou um instrumento que sugava o pólen das flores através de pequenos buracos ao sobrevoar as plantas. O pólen era armazenado em umas cavidades incorporadas no drone e depois libertos noutra flor, concluindo o processo de polinização.

Nenhum dos drones teve aplicação comercial, mas tanto Miyako cmo Haldewang esperam que os drones possam estar à venda nos próximos anos e ajudar as abelhas no processo de polinização de modo a aumentar a oferta de mel.

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