Comprar e vender ações de empresas não é um investimento para qualquer um. Embora o acesso esteja aberto para todos os cidadãos, antes de colocar o seu dinheiro neste mercado o investidor precisa de saber que existem riscos. E são significativamente elevados. Logo, se você tem um perfil conservador e não lida bem com perdas, esse não é o melhor caminho a ser seguido. Porém, as pessoas que sabem que para conseguir ganhos maiores é necessário arriscar até ficar próximo da falência, a opção pode ser estudada.

Embora em todos os investimentos exista sempre um grau de risco, as regulações oferecem garantias que minimizam as possibilidades de perdas, especialmente quando se fala de pequenos valores.

Lucro está diretamente ligado ao risco

Ao optar por realizar um investimento nas bolsas de valores, não há garantias. Não há garantias que o valor utilizado para comprar fatias de uma ou de várias empresas será recuperado. É possível que o investidor fique com menos dinheiro do que tinha.

O que torna o investimento em ações interessantes é a possibilidade de altos ganhos. Ao londo dos anos já foram registados faturamentos expressivos com o crescimento de pequenas empresas que se tornaram gigantes e fizeram milionários. Isto não acontece com investimentos que são atrelados às taxas de juros. Eles estabelecem um teto para os lucros.

mercado de ações

A capacidade de gerar lucro está diretamente relacionada ao risco de operação. Quanto menor o risco que se corre, menor é a probabilidade de se obter ganhos expressivos. Todavia, o investimento está mais protegido. Quando os perigos são maiores, existem mais probabilidades  de conseguir lucros enormes. Contudo, a possibilidade de o dinheiro ser perdido também é significativamente expressivo.

Ações são uma forma de financiamento das empresas

As empresas emitem ações no mercado como uma forma mais barata de financiar o seu crescimento. Em alternativa a um empréstimo junto de instituições financeiras, pelos quais seriam obrigadas a pagar juros, encontram pessoas que acreditam no seu sucesso. E, por isso, investem do seu bolso.

Se essas pessoas estiverem certas e a empresa prosperar, serão recompensadas de duas formas: através de dividendos, que corresponde à divisão dos lucros entre os acionistas e através do aumento do valor da empresa. Isto significa o crescimento do preço unitário da ação. Assim, quando o investidor decidir revender as ações que adquiriu, irá obter lucro.

Por isso costuma-se dizer que o investimento em ações é algo que se faz em longo prazo. Todavia, isso não é necessariamente verdade. Para muitas pessoas esse tipo de investimento tem se tornado uma forma de ganhar dinheiro em curto prazo. Tornou-se, inclusive, uma forma de especular. Compra-se e vende-se ações apostando em publicações de balanço, mudanças sazonais de mercado em relação a segmentos, anúncios de fusões e outros eventos que podem alterar de forma significativa o valor das empresas.

Esses investidores não estão interessados em colocar dinheiro nas ações visando financiar as operações das empresas e, se essas medidas forem positivas, colher os frutos do sucesso das empresas. Procuram oportunidades de comprar ações com um preço mais baixo possível e, no menor espaço de que puderem, vender pelo valor mais alto que conseguirem obtendo lucros expressivos.

Tanto no primeiro caso quanto no segundo existe a necessidade de conhecimento do mercado. Porém, quando o investigador decidir obter ganhos imediatos com as ações, necessita de dedicar uma grande quantidade de tempo a analisar balanços, acompanhar as notícias e procurar informações sobre as empresas em que pretende investir. E tem que tomar decisões rápidas.

Definição de um objetivo

O primeiro passo para quem quer investir em ações é definir um objetivo. Isso significa estabelecer não apenas a quantia que vai ser destinada para esse investimento  e definir uma meta de ganhos a serem obtidos, mas essecialmente saber quanto tempo essa quantia ficará aplicada. A partir disso será possível traçar uma estratégia sobre as melhores empresas para comprar a partir das perspectivas de resultados em curto, médio e longo prazos.

Para realizar o investimento será necessária a utilização de um intermediário. Poderá ser uma corretora credenciada junto da bolsa de valores ou um banco. Isso vai depender do tipo de investimento a ser realizado.

Os tipos de investimentos possíveis

A compra direta de ações é o investimento mais simples no mercado de capitais. Através dessa modalidade o investidor adquire uma fatia de uma empresa. Para o fazer, precisará de utilizar os serviços de uma corretora, emitir uma ordem de compra e passar para o seu domínio o número de ações que desejar de acordo com os preços de mercado. A venda ocorre da mesma forma. Esse tipo de transação é a que rende dividendos quando a empresa apresenta lucro.

Para não depender exclusivamente do desempenho da empresa A ou B, é possível investir num determinado sector em que se acredita que terá boa performance. Para tal está disponível uma ferramenta chamada de Fundo de Índices. Como o nome indica, são números que indicam a performance de uma série de empresas do segmento. Isto, na prática, reduz os riscos, pois se uma companhia não tiver uma boa prestação as demais compensam.

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Há outra vantagem, como a possibilidade de investimento pequenos. Porém, quando existem dividendos, eles não vão para o bolso do investidor de forma direta. São usados para a compra de mais ações. O aplicador, nesse caso, não tem posse das ações, mas de quotas do fundo. E negocia essas quotas.

Sistema semelhante é o Fundo de Investimento de Ações. Nesse caso, o investidor pode usar os serviços de um corretora ou de um banco. ele compra quotas de um fundo que pode ter ações de uma determinada empresa, de companhias de um sector, pode ter um perfil de investimento agressivo, conservador ou qualquer outra caraterística de acordo com a oferta da instituição financeira e o estilo de quem está investir.

Também nesse caso, o investidor compra quotas do fundo, não ações. Se as ações aumentarem de preço, as quotas também aumentam o seu valor. Assim, ele pode vendê-las com lucro. Se as ações cairem, as quotas diminuem de preço. E quando for negociá-las, o investidor terá prejuízo.

O investimento direto nas ações precisará sempre da intermediação da corretora. Essa instituição financeira cobrará pelos serviços e terá que fornecer alguns serviços. Logo, será necessário fazer uma boa seleção da empresa que erá escolhida.

Alguns itens são fundamentais para essa definição. Um deles é o atendimento. É necessário que a corretora esteja disponível para executar as suas ordens durante os horários de funcionamento do mercado. Um atraso, mesmo de minutos, para a compra ou venda de ações pode causar grandes prejuízos. Por isso, a empresa necessita de disponibilizar o maior número de canais de comunicação possíveis e garantir que eles funcionem.

Outro aspecto importante está relacionada com a informação. Certifique-se de que os profissionais que irão apoiá-lo nessa aventura têm conhecimento das operações, acompanham as notícias e estão dispostos a partilhar essas informações consigo. Afinal, é necessário que saiba como gerir os recursos que tem para aplicar e conheça o melhor momento para mudar a estratégia quando for o caso.

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