A Olimpíada do ano de 2016 foi um sucesso, e a Paralimpíada também está a sê-lo. Em casa ou nas bancadas, assistimos às competições com o coração na mão, escolhemos os nossos atletas favoritos e apaixonamo-nos pelas medalhas, sempre recebidas e mordidas com carinho e entusiasmo.

Nestes Jogos Olímpicos, 2.488 medalhas foram encomendadas para os finalistas – dessas, 812 são de ouro. Cada medalha pesa cerca de meio quilo, e o custo médio de fabrico de cada uma foi de 600 dólares.

Assim que são entregues, no entanto, o valor de cada medalha passa a ser bem maior e tende a subir com o passar do tempo – só para ter uma ideia, em 2013 a última das quatro medalhas de ouro conquistadas por Jesse Owens em 1936 foi vendida por 1,47 milhões de dólares.

No caso das medalhas entregues aos jogadores nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o seu fabrico, ficou por conta da Casa da Moeda do Brasil, foi considerada ecológica e, devido ao peso de cada uma, podemos afirmar que são as maiores e mais pesadas medalhas de todos os tempos.

O design inclui as típicas folhas de louro, em alusão à representação da vitória na Grécia Antiga, e o logotipo do Rio 2016.  As peças são entregues num estojo de madeira proveniente de florestas sustentáveis, e o processo de obtenção do ouro não teve o uso de mercúrio, substância poluente.

Quanto à acessibilidade, as medalhas dos Jogos Paralímpicos contam com a integração de um dispositivo interno que reproduz sons, para que os atletas com deficiência visual consigam reconhecer o prémio que ganharam – a de ouro reproduz o barulho mais alto e a de bronze, o mais baixo.

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