Não há barreiras físicas que impeçam os oceanos de alcançarem os locais que designamos como “terra firme”. No entanto, a natureza é tão incrível que não necessita de um muro, por exemplo, para impedir que o mar invada a terra. É tudo uma questão de química.

A água que se encontra nos oceanos não existe sempre na mesma quantidade, pois, como tudo no planeta Terra, encontra-se em movimento. Existem constantes transformações, que permitem a existência de um equilíbrio, que deve-se, essencialmente, a transformações de estados na água.

A água é aquecida pelo sol e, assim que atinge uma determinada temperatura, despoleta o ciclo hidrológico que se inicia com a evaporação, permitindo que a água deixa o mar. A ação seguinte é conseguida pela ação do vento que guiam as nuvens para locais mais frios na Terra. Estes locais, com uma temperatura reduzida costumam ser as montanhas, visto que a cada 100 metros ascendentes a temperatura diminuí 1.ºC. Aí ocorre a precipitação ou chuva. Esta, finalmente, invade a terra e chega ao mar. No mar, o processo volta ao início, isto é, com a evaporação.

Ciclo da água no mar

O processo descrito anteriormente ocorre em simultâneo, assim tanto chove do lado montanhoso como ocorre a evaporação no mar. Através deste mecanismo, chamado ciclo hidrológico, não existe água em excesso em nenhum local, pois encontra-se em constante movimento.

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Neste sentido, o nível do mar encontra-se sempre constante, impedindo a evasão da água.

E no inverno?

No inverno, por exemplo, o mar invade alguns metros de terra, variando conforme o local onde se encontra. Nestes casos, o que costuma acontecer é um desequilíbrio entre a precipitação e a evaporação. Ou seja, irá chover mais do que evaporar, levando ao aumento da linha média do mar. Desta forma, o mar irá avançar, paulatinamente, para a terra, podendo provocar cheias.

O cenário altera-se no verão, pois a quantidade de água evaporada é superior à chuva, levando a uma diminuição da linha média do mar. Esta é a principal explicação para o que ocorre durante o processo do ciclo da água.

E os tsunamis?

Os tsunamis ou maremotos são um conjunto de ondas de água causada por um deslocamento de um grande volume de água, geralmente um oceano. As causas podem ser distintas: sismos, erupções vulcânicas, deslizamentos de terra, impactos e explosões submarinas, entre outros.

(Foto: Giorgio Quassi / Flickr)

Trata-se de um fenómeno que transcende o ciclo da água, por contar com uma movimentação hidrológica fora do normal. Por isso, a água consegue invadir facilmente a terra em casos em que ocorre um tsunami. O Oceano Pacífico, que banha vários países da América, Oceania e Ásia, é o que mais tem ocorrências de tsunamis registados até então, com cerca de 195 eventos registados.

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