Na semana passada os Jogos Olímpicos de 2016 deram o pontapé de partida e existe uma questão que está a intrigar os fãs das várias modalidades: o que são aquelas manchas vermelhas no corpo dos atletas?

O “homem torpedo” Michael Phelps, vencedor de 19 medalhas de ouro olímpicas de natação, apareceu na televisão coberto de marcas vermelhas. Desde essa altura, observadores perspicazes descobriram mais um vasto conjunto de nadadores e ginástas dos Estados Unidos com estes círculos bizarros.

Apesar de existir quem brinque com esta situação, nomeadamente no twitter em que se sugere que a causa para esses círculos é o facto de Phelps dormir em cima das suas medalhas de ouro, na verdade a causa é uma antiga prática chamada de “cupping”, que aparenta ser comum na comunidade olímpica estadunidense.

A prática do “cupping” consiste em colocar um copo de vidro quente sobre a pele. Estes criam uma fenómeno de sucção que aumenta o fluxo sanguíneo na pele. Em teoria, esta técnica ajuda a aliviar dores nos músculos depois de um intenso treino. As marcas vermelhas avistadas nos atletas, é o resultado das queimaduras causadas pela sucção dos copos de vidro que quebram pequenos vásos sanguíneos debaixo da pele.

Várias equipas dos Estados Unidos utilizam estas técnica de modo a obter uma rápida recuperação muscular. Em declarações ao portal US today os ginasta Alex Naddour diz: “Esta técnica [cupping] é o segredo que adotei no último ano para que me possa manter saudável. É melhor do que qualquer dinheiro que eu gastei noutras coisas”.

São poucos os estudos científicos que comprovam a vericidade desta técnica. Ainda assim, são vários os profissionais médicos que a designam de “pseudo-científica” e uma “forma engenhosa inventada para sugar o dinheiro dos mais ricos atletas”. 

David Colquhoun, professor de farmacologia na Universidade de Londres, disse recentemente ao portal The Independent: “Não existe ciência por detrás dessa técnica. Existe uma vaga conexão conceptual com a acupuntura e é muitas vezes vendida pelas mesmas pessoas. Mas como é possível que haja resultados? É um absurdo”, afirma o referido professor.

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