A artista Sigalit Landau sente sentiu uma conexão especial com o Mar Morto. Apesar de ter nascido em Londres e crescido em Filadélfia, ela apelida o seu corpo de “o seu oceano” e “parte da minha biografia”. Portanto, é perfeitamente natural que o seu trabalho artístico utilize o mar como principal objeto.

Desde 2005, Landau tem estado a trabalhar com o místico Mar Morto que é conhecido por fornecer um nível de densidade e salinidade que não é encontrado em outro corpo aquático. O seu mais recente trabalho designa-se de “Noiva de Sal”, e envolveu a submersão de um vestido de cor negra no Mar Morte através de um sofisticado sistema de roldanas que aguentasse com o peso extra que se acumulou no tecido.

Devido à natureza do vestido, o sal acumulou sobre a sua superfície durante os três meses que esteve submerso.

Fotografar o vestido foi uma tarefa árdua, pois envolveu uma adição de peso de 70 kg para que ficasse estável debaixo de água durante tempo suficiente para capturar a lenta transformação.

Mas, o produto final é espantoso e revela a única química que este corpo aquático é composto.

Landau tirou a sua inspiração de um projeto conhecido como “The Dybbuk”, um drama de 1916 de uma jovem rapariga que ficou noiva de um jovem herdeiro e que se tornou possuída por um espírito do amante. Landau explica que através do processo de cristalização, a cor negra do vestido tornou-se num belo vestido de noivado à medida que se transformou branco “como a neve, como o açúcar, como um abraço da morte”. Uma forma poética de descrever a alteração física e emocional da jovem noiva, e o vestido que vestiu.

Não é o primeiro trabalho de Landau com o sal. O seu primeiro foi um projeto chamado “DeadSee” na qual expôs um conjunto de melancias a flutuar no mar e “Salted Lake” este último já na Polónia e não no Mar Morto.

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