Desde de tenra idade, somos ensinados de que o uso de fio dental é uma importante parte da saúde oral. É uma das recomendações primordiais para preservar os dentes e gengivas e evitar problemas que nos podem deixar algumas horas numa cadeira do dentista.

Todavia, o uso de fio dental tem sido sobrestimado por fabricantes, associações médicas e até governos, de acordo com os investigadores. Várias investigações que comprovam a baixa eficácia do produto foram recentemente divulgados pela agência de notícias Associated Press.

São 25 estudos que foram divulgados pela Associated Press, ao longo da última década e apontam que o uso de fio dental, além de se pouco eficaz, não apresenta resultados confiáveis.

Os estudos

Um dos estudos, realizado em 2001, aponta que o uso de fio dental está ligado a uma redução, mesmo que muito pequena, em casos de inflamção de gengiva. Estes problemas podem tornar-se doenças mais graves com o tempo. No entanto, a evidência não é confiável segundo os cientistas.

Outra investigação, feito em 2015, afirma que não há evidências que exista uma conexão entre o uso de fio dental e a remoção de placa.

fio-dental

Há indicações, no entanto, de que o uso de fio dental pode causar danos à saúde caso não seja feito de forma correta. O produto pode eslocar bactérias indesejáveis, que podem entrar na corrente sanguínea e potenciar infeções. Os investigadores, porém, não sabem explicar com que frequência ocorre esse fenómeno, apesar de afirmarem que as pessoas com um sistema imunitário baixo estão mais vulneráveis a essa possibilidade.

A curiosidade em relação á eficácia do uso de fio dental teve inicio neste ano. O governo federal dos Estados Unidos da América divulgou as diretrizes alimentares para os americanos e retirou a recomendação do produto. A justificação dada pelo governo americano é de que não há estudos que comprovem a efetividade de utilizar o produto em questão. A explicação foi efetuada em arta para a Associated Press, responsável por divulgar os estudos.

No entanto, mesmo com a baixa eficácia, o investigador e dentista Tim Iafolla, do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA, afirmou que o custo do fio dental também é baixo. “O risco e o custo são baixos. Sabemos que há uma chance de funcionar, então estamos confortáveis em recomendar que as pessoas usem”, afirmou o investigador.

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