De acordo com Nicola Davis, do portal The Guardian, as tumbas encontram-se em Portugal e consistem no que os arqueólogos chamam de “sepulturas de corredor”. Entretanto, investigadores do Reino Unido acreditam que, além de servir de cemitério, podem também ter sido… o primeiro telescópio astronómico do mundo.

As sepulturas de corredor, como o próprio nome sugere, consistem em estruturas do neolítico feitas de pedra que contam com longos corredores que dão acesso aos túmulos. Pois, no caso das tumbas de Portugal, estas contam com uma abertura estreita que cria um efeito de visão em túnel que facilitaria a observação das estrelas.

Segundo os cientistas britânicos, estes túmulos permitia que as pessoas focassem a sua atenção em áreas específicas do céu, ao mesmo tempo que bloqueariam regiões que não interessavam no momento das observações. Adicionalmente, os investigadores explicaram que o ambiente escuro no interior das tumbas ajudaria a retina a adaptarem-se à escuridão, permitindo que estrelas menos brilhantes fossem mais facilmente identificadas.

Os investigadores também acreditam que o posicionamento dos corredores e a orientação das tumbas não tenham sido escolhidos aleatoriamente, mas sim para servir ao propósito de ajudar na observação das estrelas. Além disso, é possível que outras tantas estruturas semelhantes que existem espalhadas por Portugal tenham sido construídas com o mesmo objetivo em mente.

Astrónomos pré-históricos

De acordo com os cientistas, as tumbas parecem estar alinhadas com Aldebaran, a estrela mais brilhante da constelação de Touro. Acreditam que, os povos que construíram estas estruturas provavelmente usavam as sepulturas para acompanhar as estações do ano e em rituais nos quais os integrantes da comunidade que tinham permissão para entrar nos túmulos recebiam informações específicas.


Agora, os cientistas pretendem conduzir um vasto leque de testes para comprovar a hipótese de que as tumbas serviam de telescópios para os antigos. Esperam também descobrir se outras estruturas semelhantes, que existem ao longo da costa noroeste da Europa, — há mais de mil! — eram usadas para observar as estrelas ou para outras finalidades além de serem santuários.

Fonte: The Guardian, The Telegraph

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