Desde o filme “Dumbo” até desenhos animados contemporâneos, a imagem de um elefante aterrorizado por um minúsculo rato tem vindo a ser estabelecida desde a nossa infância. No entanto, o factor medo aqui presente está mais relacionado com o elemento surpresa e não propriamente com o roedor.

São inúmeras as teorias de que os elefantes têm receio de ratos porque, por hipótese, podem roer as sus patas ou subir pelas trombas. No entanto, não há nenhuma evidência que apoie qualquer dessas teorias. O mito relacionado com o tromba, por exemplo, provém de uma fábula da cultura grega antiga.

Em meados do ano 1600, um médico irlândes chamado Allen Moulin tentou descobrir a razão pela qual estes enormes paquidermes tinham medo ao avistar pequenos roedores. De acordo com a investigação desta autor, os elefantes não tinham epiglote – cartilagem que cobre a abertura da traqueia ao engolir -, sendo que, estes animais, “temiam” que os ratos entrassem pelas suas trombas e, consequentemente, os sufocassem. Obviamente, esta teoria, hoje, é obsoleta, pois temos conhecimento que os elefantes estão equipados com uma cobertura carnuda na traqueia.

Segundo Richard Lair, especialista e investigador em elefantes à 30 anos, a ideia do rato subir pela tromba é algo improvável de acontecer. O gigante animal poderia simplesmente expelir e ejetar o roedor facilmente.

Como os elefantes têm relativamente pouca visão, é mais provável que, simplesmente, fiquem assustados com a velocidade de um camundongo a passar ao seu lado.

Os elefantes ficam especialmente nervosos quando animais pequenos e rápidos estão ao seu redor. Já houve vários relatórios de grandes paquidermes a correr descontroladamente em situações deste tipo, especialmente quando não conseguem ver onde o pequeno animal foi.

Fonte: livescience

 

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