Os mais jovens, a métrica é ainda mais preocupante, pois mais de 30% das crianças consomem refrigerante antes de completar dois anos de idade. Além de ser um mau hábito, que conduz à obesidade, o sistema digestivo das crianças ainda não está preparado para ingerir com frequência uma bebida tão artificial.

Não é novidade que os refrigerantes fazem mal à saúde. A novidade, porém, está numa investigação realizada por cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos e recentemente divulgada no American Journal Of Public Health.

De acordo com a pesquisa, indivíduos que bebiam o equivalente a duas latas de refrigerante de coca-cola diariamente sofreram mudanças no seu ADN. Essa alteração fez com que as células ficassem quase cinco anos mais velhas do que realmente eram.

Ou seja, o refrigerante é capaz de acelerar a idade celular. Dessa forma, o estudo aponta que consumir a bebida regularmente pode fazer com que o ser humano envelheça tanto quanto fumar com frequência.

Refrigerante e os telómeros

(Foto: 2 Dog Farm / Flickr)

Os telómeros são estruturas presentes nas extremidades dos cromossomas. Estas protegem o material genético do ser humano. É como um indicador natural de saúde.

As estruturas em questão são afetadas diretamente pelo refrigerante. O estudo constatou que pessoas que consomem a bebida regularmente têm telómeros mais curtos e desgastados do que quem não tem o hábito em questão.

As consequências ligadas a telómeros mais curtos são impressionantes. Quem tem a estrutura menor está mais disposta a ter diversas doenças graves, como Doença de Alzheimer, diabetes e doenças cardíacas – e, consequentemente, morte prematura.

Outros problemas causados pelo refrigerante

(Foto: Dean Hochman / Flickr)

Há décadas, investigações que mostram os problemas causados pelo consumo regular de refrigerante são publicadas em veículos científicos e de imprensa. A bebida não só tem um baixo valor nutricional, como também traz consequências para a saúde humana.

Sabe-se, por exemplo, que o componente 4-metil-imidazol (4-MI), encontrado na forma de caramelo em refrigerantes de coca-cola, é classificado como um possível cancerígeno. O mesmo tipo de bebida contém grande quantidade de fosfatos, que provocam o enfraquecimento dos ossos por meio da libertação de cálcio, e açúcar, que prejudica a boa forma e a saúde bucal e gastrointestinal.

Há, ainda, o problema relacionado aos corantes. Além de tornarem a bebida ainda mais artificial, recentes estudos apontam que as substâncias em questão são classificadas como potencialmente cancerígenas.

Nem mesmo as versões diet de refrigerantes podem garantir algum tipo de saúde. O valor nutricional ainda é muito baixo e vários problemas, como a presença de fosfatos e de compostos potencialmente cancerígenos, também são encontrados no produto dietético.

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