Já houve registo de animais mortos, telhados de casas e de carros partidos e, até, de pessoas feridas. Mas nunca da queda de um meteorito terá resultado numa vítima mortal. A confirmar-se que a explosão ocorrida este sábado numa universidade indiana se deveu à queda de um meteorito, então terá sido no sul da Índia a registar-se a primeira morte de um ser humano por este motivo.

De acordo com o ABC, o meteorito terá caído no campus da universidade privada de Engenharia em Vellore, no estado de Tamil Ladu, a sul da Índia. Ouviu-se uma explosão que abriu uma cratera no solo. E os vidros dos carros e dos edifícios partiram-se com o estrondo. No local foi encontrado um homem morto e três outras pessoas ficaram feridas.

Se os investigadores confirmarem que a explosão se deveu à queda de uma rocha espacial, então confirma-se a primeira vítima mortal documentada e atribuída diretamente à queda de um meteorito. De acordo com as autoridades locais, a vítima foi um motorista de autocarro que passeava pelo campus na altura da explosão. Registaram-se, ainda, três outras vítimas com ferimentos. Os peritos forenses não encontraram no local qualquer vestígio de material explosivo.

Segundo a imprensa local, o governo já anunciou uma indemnização de 100 mil rupias (cerca de 1320 euros) para a família da vítima mortal e 25 mil rupias (cerca de 330 euros) para cada um dos outros feridos, que estão a ser assistidos no hospital de Vellore.

Até agora já se tinham registado danos materiais devido à queda de meteoritos, mas não havia registo de um ser humano morto. Aliás a Universidade de Harvard tem reunido os principais casos de quedas de meteoritos e o seu impacto. Pode ver a lista aqui. Há registo de queda de telhados de casas e de carros e, até, de ferimentos nos seus ocupantes.

Em 1825 houve registo de um homem morto, mas a Universidade de Harvard não garante uma relação direta com a queda de um meteorito. Mesmo em 1847, quando um meteorito de 17 quilos atravessou o telhado de uma casa e caiu junto ao quarto onde três crianças brincavam, não se registaram vítimas mortais.

Fonte: ARS TECHNICA/ERIC BERGER, ABC

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