Uma das características da empresa de jogos Ubisoft é a sua fórmula de mundo aberto que, de certa forma, se replica em todas as suas franquias, mas com as devidas mudanças e adequações de acordo com cada proposta. Tommy François, um dos artistas da produtora de jogos, contou que o trabalho na construção dos ambientes não é uma tarefa fácil: a empresa envia equipas de investigadores a localizações reais do mundo para capturar o espírito dos destinos e recriá-los nos jogos.

Num evento em Las Vegas, o DICE Summit, Francois disse acreditar que, se os criadores se propõem a construir um mundo imersivo, isso reflete-se em “mais procura pelo entretenimento”.

“Quero capacitar equipas a fazer jogos mais impactantes. Mundos são supercomplexos de serem criados. São simulações. Eu tenho dois filhos. Quando eles jogam um video jogo de mundo aberto, pode ser que sejam mais inteligentes após acabarem porque aprenderam algo com essa experiência. Com isso em mente, trabalho constantemente para criar ideias que ajudem os produtores da Ubisoft a elaborar mundos mais imersivos, impactantes”, contou.

“Estamos a criar mundos. Adoro ler livros e assistir a filmes. São ótimas fontes de pesquisa. Quando criamos mundos, é uma armadilha apenas ler livros. Eu vi todos os filmes em Las Vegas e posso pensar que consigo fazer um jogo sobre Vegas. Mas temos que ir além. É por isso que a Ubisoft envia equipas para capturar a essência de um lugar. (…) Trata-se de enriquecer as vidas dos jogadores”, completou Francois, que mostrou um vídeo de uma das equipas da Ubisoft no Nepal para capturar o ambiente de Far Cry 4.

O mesmo ocorrerá com Tom Clancy’s The Division e Ghost Recon: Wildlands. “Como produtores de entretenimento, temos a responsabilidade de fazer do mundo um lugar melhor. A nossa responsabilidade perante os jogadores é capturar diferentes culturas e ajudá-los a entendê-las”, concluiu.

Fonte: VentureBeat

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