Segundo um relatório elaborado pela Oxfam — uma organização não governamental que atua em mais de 100 países —, os 62 maiores bilionários do planeta possuem uma fortuna equivalente à soma do património da metade mais pobre da população mundial, ou seja, eles têm tanto dinheiro quanto as 3,6 mil milhões de pessoas mais carentes juntas.

De acordo Tami Luhby, da CNN, o estudo da Oxfam foi desenvolvido com base na lista das pessoas mais ricas do mundo divulgada anualmente pela Forbes e em levantamentos — também anuais — conduzidos pela Credit Suisse, uma importante instituição bancária com sede em Zurique. Além de revelar que existe muita desigualdade no mundo, o relatório apontou que a riqueza dos mais abastados aumentou dramaticamente nos últimos 5 anos.

Um estudo semelhante, realizado em 2010, mostrou que era necessário combinar a fortuna dos 388 mais ricos para bater o património da metade mais pobre do mundo combinada. No entanto, apenas cinco anos mais tarde, esse número caiu para 62 indivíduos, sem falar que no ano passado foi revelado que 1% da população mundial tem mais do que a soma de todo o resto — ou dos 99% restantes — junto!

Mas, voltando ao relatório elaborado neste ano, o estudo apontou que o património dos 62 maiores bilionários do mundo teve um aumento de mais de meio trilião de dólares entre 2010 e 2015. Já as 3,6 mil milhões de pessoas que compõem a metade mais pobre do planeta perderam o equivalente a um trilião. Por certo, só para matar a sua curiosidade, os dois grupos — os 62 mais ricos e os 3,6 mil milhões mais pobres — têm um patrimônio de US$ 1,76 triliões.

Desigualdade

Ainda de acordo com Tami, a Oxfam apontou que os 20% mais carentes do mundo, ou seja, aqueles que vivem abaixo do linear da pobreza, não viram grandes alteraçõe nos seus patrimónios entre os anos de 1988 e 2011. Por outro lado, os 10% mais ricos viram as suas fortunas aumentarem em 46%.

Já um levantamento conduzido pela Pew Research Center revelou que, apesar de a pobreza no mundo ter caído para metade nos últimos 10 anos, 71% da população mundial ainda é classificada como “pobre” ou sobrevive com uma renda reduzida, equivalente a US$ 10 ou menos por dia. Além disso, o mesmo relatório mostrou que, embora a classe média tenha duplicado no mundo no mesmo período, somando 13% da população mundial, a sua representação ainda é pequena.

De acordo com a Oxfam, um dos factores que contribuem para o aumento da desigualdade mundial é a estrutura tributária global. Isto porque a parcela mais rica pode se dar ao luxo de manter contas bancárias em paraísos fiscais, além de ter acesso a alíquotas menores de impostos — enquanto os mais pobres são obrigados a encarar taxas mais elevadas.

Fonte: CNN Money

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