Enquanto que a generalidade das pessoas concorda que é uma má prática mentir às crianças, a verdade é que muitos pais abrem uma excepção quando se trata da principal figura do Natal, um idoso com barbas brancas, filantropo e que trás no seu grande saco a magia do Natal.

É claro que nem todos são fãs – alguns argumentam que esta figura é um mito com base em fundamentos religiosos. Outros preferem esperar pelo dia em que a sua criança, inevitavelmente, aprende – normalmente com outras crianças – que o famoso Nicolau (spoiler alert!) não é real.

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Outros, contudo, refletem, com alegria, as suas próprias experiências natalinas, e esperam reviver essa magia com as crianças. Mas, que efeitos tem tudo isto na criança e, especificamente, no seu desenvolvimento – é melhor dizer toda a verdade? Vejamos o que a ciência diz sobre esta matéria.

Argumentos contra

Uma preocupação comum é a de que essa omissão prejudique a confiança da criança com os pais. Apesar deste cenário ser uma verdadeira possibilidade, é provavelmente um cenário que pode ser facilmente controlado. Por exemplo, quando a criança interroga-se sobre a verdadeira existência do Natal, os pais podem ter uma conversa honesta com aquelas e tentar conduzi-las a uma epifania.

Outro problema que se coloca é o facto de ao encorajar essa crença pode fazer com que a criança tenha dificuldades em distinguir a fantasia da realidade – tendo repercussões no seu desenvolvimento cognitivo.

Todavia, algumas pesquisas sugerem que a habilidade para diferenciar a realidade da ficção começa em fases precoces do desenvolvimento da criança e que tende a aumentar com a idade. Na verdade, alguns estudos sugerem que as crianças com uma imaginação fértil conseguem ser melhores a identificar as fronteiras existentes entre a fantasia e a realidade.

Argumentos a favor

Existem dois argumentos que são essenciais que são a favor da criança acreditar na figura mítica do idoso com barbas brancas. Um é o enorme prazer que as crianças sentem ao acreditarem que alguém, completamente altruísta, vem recompesar-lhes com prendas. Outro é as alterações comportamentais que gera essa crença, por exemplo comportam-se melhores, pois sabem que irão ser recompensadas.

Para testar esta hipótese Jared Piazza – autor do site IFLScience – conduziu um estudo com alguns colegas que dá pelo nome de “A princesa Alice está de olho em ti” (tradução livre), em que explica que o comportamento das crianças melhorou significativamente quando “conheçeram” a princesa Alice.

Qual é o veredito?

Não existe qualquer evidência de que as crianças sejam verdadeiramente prejudicadas em crer em tal figura. O que é claro, no entanto, é que os pais não se devem preocupar com as repercussões dessa crença, visto que as crianças não são completamente crentes, mas inocentes e que, eventualmente, com a experiência, irá fazer com que estas vejam a realidade.

Fonte: IFLScience

 

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