Mais um passo na exploração do cérebro humano. Cientistas do Imperial College London descobriram duas redes de genes que tornam as pessoas inteligentes, acreditando que possam ser manipuladas para melhorar a capacidade cerebral.

Até agora, os cientistas acreditavam que o intelecto era herdado, sendo 75% do coeficiente de inteligência genético, sendo o restante relacionado com fatores envolventes do sujeito, tais como os grupos de amigos ou a escola.

Até agora ainda não havia sido descoberto exatamente quais os genes responsáveis para uma melhor memória, velocidade de processamento ou capacidade de atenção. Segundo os cientistas, estes genes funcionam um pouco como uma equipa de futebol: se os jogadores estiverem no lugar correto, a equipa jogará naturalmente melhor. E é o que parece acontecer com o cérebro, se os genes estiverem alinhados, este é capaz de pensar com clareza e rapidez; mas quando estão desajustados, há problemas cognitivos evidentes, diminuição de resposta do raciocínio, etc.

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Os cientistas acreditam que se encontrarem o “interruptor” correto, poderão reorganizar os genes e tornar a atividade cerebral mais eficaz, logo tornar as pessoas mais inteligentes.

No seu trabalho de investigação, a equipa recolheu amostras do cérebro de pacientes que fizeram neurocirurgias para epilepsia. Depois de analisados os genes, foram comparados a outros extraídos de pessoas saudáveis, com um QI baixo, e de pessoas com desajustes neurónicos, como autismo e incapacidade intelectual. Através de análises em computador, foram identificadas as redes dos genes que afetavam as habilidades cognitivas de um humano saudável. Os cientistas descobriram assim que, alguns dos genes que afetam a inteligência em pessoas saudáveis, são os mesmos que causam os problemas de epilepsia e falta de habilidades cognitivas, mas de forma alterada.

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