Diante de uma realidade difícil em quem há crises economicas, violência e, recentemente, a crise dos refugiados na Europa, a maioria das pessoas pensa qual seria o melhor lugar ou país para viver. O facto é que não é só por uma vida saudável que as pessoas se preocupam em encontrar um lugar melhor. Cuidado paliativo, final da vida e questões relacionadas à qualidade do tratamento de saúde também são importantes, afinal, todos nós, um dia, a nossa existência irá cessar.

Embora muitas vezes as pessoas procurem não pensar na maneira pela qual vão morrer, justamente por evitar pensar que pode acontecer suceder muito sofrimento quando a hora chegar, a preocupação com o que vai acontecer no final da vida vem se tornando maior. Segundo o site Quartz, isto ocorre em função da vida mais longa, com múltiplas doenças e tratamentos que necessitam altos investimentos.

Assim, a Unidade de Inteligência do jornal The Economist (EIU) apresentou um ranking de países com o chamado “índice de qualidade de morte”. A investigação levantou 20 indicadores, qualitativos e quantitativos, que medem o nível de eficiência dos cuidados em fim de vida oferecido pelos serviços de 80 países. Os tópicos considerados foram a qualidade do cuidado paliativo, a acessibilidade, o ambiente de cuidados à saúde e o envolvimento da população.

Os melhores países para morrer (com maior rendimento)

O melhor país para se morrer, segundo o levantamento, é o Reino Unido, que numa escala de 0 a 100, obteve 93,9 pontos. Junto com os ingleses no topo, estão, logicamente, os países mais ricos. Neste gráfico, o ponto que mais chama a atenção é que os Estados Unidos ficaram apenas na nona posição, com 80,8 pontos e atrás de países como Nova Zelândia, Bélgica, Taiwan, entre outros.

Países com rendimento médio

Entre os países de renda média, a Costa Rica é o que mais se destaca com 57,3 pontos. De acordo com o EIU, o índice obtido pelo país da América Central é reforçado principalmente pelas grandes redes de trabalhos voluntários que apoiam os serviços públicos.

Países de pouco rendimento

Mongolia e Uganda surpreenderam com suas pontuações no ranking de melhores lugares para morrer. Os índices, 57,7 e 47,8 respectivamente, superam grande parte dos países de renda média. O resultado coloca as duas nações como as mais bem colocadas entre as mais pobres.

Os índices têm algumas explicações, segundo a EIU. No caso do Uganda, houve um aumento no abastecimento de morfina por meio de uma parceria público-privada entre o Ministério da Saúde e a Hospice Africa, instituição de caridade britânica.

Já a Mongólia teve um avanço importante nos serviços de cuidados em fim de vida, fruto do trabalho da médica pediatra Dra. Odontuya Davaasuren. De acordo com o site Quartz, ela participou numa conferência sobre o tema na Suécia e trouxe as melhores ideias para implantar no país. Em 2000, fundou a Sociedade de Cuidados Paliativos da Mongólia, num momento em que o país não possuía nenhum programa nesse sentido e, segundo ela mesma afirmou, não sabia nem o que significava cuidado paliativo.

As contribuições de Davaarusen ajudaram a aprimorar e a estabelecer mudanças nos serviços públicos e na lei sobre a questão dos cuidados em fim de vida. Atualmente o país está ampliando o atendimento paliativo a crianças e combate a doenças cancerígenas, além de outros serviços de apoio aos enfermos.

Infelizmente, a situação de aprimoramento do atendimento paliativo na Mongólia e em outros países contrata com os dados gerais estimados pela EIU. Segundo a instituição, no mundo, apenas 10% das pessoas que necessitam recebem os devidos cuidados em fim de vida.

Fonte: Quartz

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