Num mundo digital, é comum recorrer a smartphones ou tablets para aceder a informação que, de outra forma, seria memorizada. A incapacidade de nos voltarmos a lembrar dessa informação (como moradas ou número de telefone) é conhecida como amnésia digital, um fenómeno recente e que tem vindo a ser estudado nos últimos anos.

Em julho, foi revelado por um estudo desenvolvido pela Kaspersky Lab que metade da população europeia sofre de amnésia digital. Segundo os resultados obtidos no momento, mais de metade dos inquiridos no seu estudo não se recordavam de números de telefone importantes.

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Agora, esses dados foram relacionados com a impaciência. Além de a internet ser utilizada como forma rápida de procurar informação, essa informação é esquecida por 24% das pessoas. O mais importante, revelou a investigação, é conseguir obter informações rápidas e no momento.

Uma das questões relacionadas com a amnésia digital é a incapacidade de criar memórias a longo prazo. A memória do ser humano é reforçada sempre que nos tentamos lembrar de alguma coisa; quando não acontece, não é exercitada.

O não exercitar a memória impede que informações e detalhes sejam recordados mais tarde. O cérebro tem tendência para não recordar o que não consideramos importante; se procuramos primeiro na internet, não tentamos recordar uma informação, logo, o cérebro vai achar que não é necessário memorizá-la.

Se os efeitos da amnésia digital são positivos ou negativos, é uma questão ainda debatida pelos especialistas. Por um lado, a perda de memória a longo prazo pode fazer com que o nosso cérebro deixe de recordar informação da mesma forma; por outro, pode ser uma forma de deixar “espaço” para outras capacidades e conhecimentos.

Fonte: Washington Post, BBC

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