Max Livesey é o pseudónimo de um rapaz estadunidense com uma capacidade incomum, o que explica a vontade de manter o seu nome em segredo. Por mais estranho que isso pareça, Livesey consegue prever as condições climáticas utilizando o seu apurado senso olfativo. Este consegue dizer, por exemplo, quando uma tempestade está a aproximar-se, com até 10 horas de antecedência.

A primeira vez que isso aconteceu com o rapaz, este pensou que uma família de gambás havia se mudado para perto da sua residência, por conta do odor que sentia. Mas como o cheiro não desapareceu, procurou um centro clínico especializado na matéria.

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Como o rapaz sofria de Parkinson, ter um olfato prejudicado não é grande novidade. No entanto, Livesey estava a experienciar algo um pouco menos comum: fantosmia. Esta patologia faz com que as pessoas sintam odores que, na verdade, não estão ali. Isso pode acontecer com qualquer um, a qualquer momento, e normalmente a patologia manifesta-se em episódios rápidos, que logo desaparecem. No entanto, casos crónicos podem acontecer por vários motivos, desde enxaquecas e infecções nasais até acidentes vasculares cerebrais, lesões na cabeça e doenças que afetam o sistema nervoso – como o Parkinson.

Não se sabe com exatidão o quão exato é a predição climática de Livesey, mas ela não pode ser descartada. Investigadores de Chicago afirmam que isso não é tão improvável, já que alterações na pressão barométrica podem influenciar o nosso olfato. Quando a pressão cai – quando uma tempestade está a aproximar, por exemplo -, o nosso senso de olfato normalmente diminui. Como Livesey já tem esse sentido prejudicado, a sua fantosmia acaba por piorar quando uma tempestade está por vir.

É evidente que as predições de Livesey ainda não podem ser utilizadas de forma científica, e talvez não sirvam de parâmetro sequer para a imprensa, mas de qualquer forma, é um belo exemplo de como o corpo humano, quando passa por certas alterações, pode adquirir capacidades impressionantes.

Fontes: Nhs, New York Times, BBC

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