O governo sueco anunciou que vai adicionar mais US$ 546 milhões no seu orçamento de 2016, de modo a serem gastos com energia renovável e ações de proteção contra a mudança climática.

O objetivo do país é tornar-se uma das primeiras nações do mundo a acabar com a sua dependência de combustíveis fósseis. Não foi estabelecido um prazo, mas no ano passado, anunciaram planos para tornar a capital Estocolmo livre de combustíveis fósseis até 2050, então pode ser que esse projeto tenha se tornado mais ambicioso e em mais alguns anos abranja toda a Suécia.

Difícil?

A Suécia já recebe dois terços da sua eletricidade a partir de fontes de energia não fósseis – predominantemente hidrelétrica e nuclear – e agora pretende aumentar o seu potencial de energia solar e eólica, bem como tornar a sua indústria de transportes mais sustentável.

energias renováveis

A maior parte dos gastos deste aumento de orçamento será financiada por impostos mais pesados sobre a gasolina e os combustíveis.

Ações previstas

A decisão veio após o país escandinavo ter sofrido ondas de calor extremo no verão passado, e um dos piores incêndios florestais da sua história. O governo comprometeu-se a tomar medidas para proteger os seus cidadãos contra os efeitos das alterações climáticas no futuro.

A energia solar será a maior beneficiada pelo orçamento extra. Foi alocado para esse projeto US$ 58,4 milhões por ano entre 2017 e 2019, um aumento de oito vezes do seu orçamento atual.

O governo também anunciou que irá gastar com:

  • Redes inteligentes;
  • Tecnologia de armazenamento de energia renovável;
  • Uma frota de carros elétrico;
  • Subsídios para carros “verdes” (que não usem combustível fóssil);
  • Estratégias de adaptação às alterações climáticas;
  • Renovação de edifícios residenciais para torná-los mais eficientes em termos energéticos.

A Suécia vai liderar o caminho

O anúncio da Suécia aconteceu apenas alguns meses antes da Conferência sobre a Mudança Climática de 2015, que será realizada em Paris, no final de novembro deste ano.

“2015 é a nossa oportunidade, a oportunidade de, em diálogo com todos os países do mundo, mudar de rumo em direção a um novo caminho de desenvolvimento em que podemos ter sucesso na geração de bem-estar para todos, não a custo do planeta, mas em cooperação com ele”, disse um conselheiro chave do primeiro-ministro sueco, Johan Rockström, em uma coletiva de imprensa.

“A Suécia vai tornar-se um dos primeiros países livre de combustiveis fósseis do mundo”, disse o primeiro-ministro Stefan Löfven à imprensa. “Os regulamentos europeus não vão suficientemente longe, então a Suécia vai liderar o caminho”.

O mundo está perdido

A Suécia já tem um impressionante histórico quando se trata de ação contra a mudança climática. O governo anunciou recentemente que várias plantas nucleares estão programadas para encerramento antecipado, sem substituições planeadas.  No mês passado, foi relatado que um extra de 144 MW de capacidade de energia eólica foi adicionado à rede com o novo parque eólico Sidensjö.

energia eólica

O que é mais interessante é que a Suécia é apenas um de muitos governos em todo o mundo que estão a fomentar a utilização de energia renovável.

O Havaí já informou a sua meta de se tornar o primeiro estado norte-americano totalmente alimentado por energias renováveis, e uma cidade no Texas também está a fazer uma troca de combustíveis fósseis para energias mais verdes. Além disso, no início deste ano, a Costa Rica foi alimentada 100% com energias renováveis por 75 dias, e a Dinamarca produziu com sucesso 140% da sua procura de eletricidade a partir de energia eólica em julho passado.

Alguns problemas no horizonte

Todavia, estes marcos foram alcançados durante condições extremamente favoráveis (já que as energias solares e eólicas dependem de condições climáticas de sol e vento), e neste momento não existe nenhuma maneira de armazenar essa energia para uso posterior.

Por enquanto, esse é o maior desafio para cortar completamente os combustíveis fósseis do mundo. A Suécia comprometeu-se a gastar dinheiro com desenvolvimento de novas tecnologias de armazenamento de energia, e, se tiver sucesso, vai realmente liderar o caminho.

Fonte: ScienceAlert

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