Já parou para pensar como são os últimos minutos de uma pessoa, antes de morrer?

Como afirmou Hipócrates – pai da medicina -, que viveu em 377 aC, “é mais importante saber que tipo de pessoa tem uma doença do que qual tipo de doença tem uma pessoa”.

Por vezes, ficamos tão preocupados com a doença e coloca tanta energia naquilo, que acabamos por esquecer a pessoa que está ali, os minutos que tem antes de morrer, sempre a achar que iremos ter alguma recompensa metafísica depois da morte.

Em 2009, foi lançado um filme de hollywood que serve de exemplo para esta questão. Chama-se “Uma Prova de Amor”, cujos protagonistas são Cameron Dias, Abigail Breslin e Sofia Vassilieva. O filme narra a história de uma jovem rapariga (Sofia Vassilieva) que foi diagnosticada com leucemia ainda em criança. A patologia era extremamente severa, e exigia constantes doações de medula da irmã mais nova (Abigail Breslin), concebida justamente para tentar salvar a vida da primogénita. Até que chega uma altura em que a irmã doente cansou-se de lutar contra o seu destino e resolveu aceitar que o fim estava próximo.

A mãe, interpretada por Cameron Diaz, não aceitou essa decisão. Esta queria que a filha continuasse a passar pelos procedimentos dolorosos, mesmo que fosse para prolongar a vida dela por mais um dia que fosse. O resultado? Passou a ignorar o sofrimento da filha perante o tratamento, e focar-se apenas na doença.

Foram histórias assim que inspiraram o ensaio do fotógrafo Andrew George. Através de um albúm fotográfico que você vai ver a seguir. O artista revela as pessoas minutos antes de morrer, e faz-nos um convite para refletir este tema entre a vida e a morte.

Minutos antes de morrer

Em entrevista ao jornal estadunidense Huffington Post, George contou que quando teve a ideia deste projeto quando estava num memorial feito para a mãe de um amigo que acabara de falecer. Apesar da dor da perda, ele disse ter ficado maravilhado com a forma como ela foi homenageada naquele momento, e como havia tanto amor genuíno e incondicional ali.

Depois de ver tudo aquilo, começou a pensar sobre a vida da mulher, tudo que havia aprendido com ela e todos os momentos felizes que tinha na sua memória.

George, então, tornou-se interessado em pessoas que vivem sabendo que a hora da sua morte está a chegar, pessoas brilhantes que por tanto tempo passaram despercebidas em pontos de encontrao comum como, as ruas, os supermercados, cidadãos comuns, heróis não reconhecidos, forçados a lutar com toda a força do mundo, enquanto os seus corpos continuam a enfraquecer cada vez mais.

“Para todos eles, começou como provavelmente vai começar para si um dia: uma comichão estranhamente persistente na parte de trás da cabeça, um desconforto no lado esquerdo, um nódulo entre os dedos que se tornou impossível de ignorar”, explica Alain de Botton, no prefácio do projeto.

Como o próprio fotógrafo conclui, “estes homens e mulheres não eram diferentes de qualquer um de nós, e, mais cedo ou mais tarde, todos nós estaremos a vivenciar o que eles viveram, conclui o autor do projeto.

Confira algumas fotos do projeto:

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Fonte: Huffington Post

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