Um estudo publicado na Psychological Science sugere que os seres humanos se tornam mais lentos à medida que têm de carregar esse peso chamado velhice.

Na verdade, as pessoas vão desenvolvendo outro tipo de capacidades intelectuais à medida que perdem outras. Foi essa uma das conclusões a que chegou Joshua Harsthorne, investigador do MIT – Massachusetts Institute of Technology, depois de analisar 2.500 adultos, sujeitos aos mais diferentes testes de memória, de raciocínio e de inteligência emocional.

Harsthorne percebeu, por exemplo, que a velocidade com que memorizamos números, nomes e a factos atinge o seu pico aos 18 anos. A partir daí, a história reverte: a nossa capacidade de processamento rápido “cai a pique”, explicou o investigador.

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Depois, entre os 20 e os 35, chegamos ao auge da nossa “carreira” no que diz respeito à capacidade de recordar e de relacionar factos.

Numa terceira fase, mais precisamente entre os 40 e os 60 anos, o melhor é mesmo moderar o ritmo e olhar pelos e, sobretudo, para os outros. Visto que é nessa altura que as pessoas alcançam uma capacidade superior de ler os que as rodeiam e de captar e perceber os sinais exteriores que os outros transmitem – no fundo, a inteligência emocional. “A diferença entre [um indivíduo] com 20 anos e outro com 40 anos é enorme” neste indicador, como sublinhou Harsthorne ao Wall Street Journal.

O mesmo jornal, que conversou com investigador, acrescenta ainda que, mesmo depois dos 60, é possível continuar a aprender (e muito), nomeadamente ao nível do vocabulário.

O investigador reconhece, porém, que este estudo vem contrariar algumas conclusões anteriores. Existem estudos que defendem que a inteligência tende a diminuir à medida que o tempo atravessa quem com ele convive assim como acontece com as capacidades físicas e motoras.

Ainda assim, e mesmo lembrando que é preciso perceber o conceito “inteligência” como um conceito mais alargado, Harsthorne acredita que as “pessoas se tornam mais inteligentes à medida que envelhecem”.

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