O ar que respiramos é uma mistura complexa de gases, com cerca de 21% de Oxigénio, 78% de Nitrogénio e 1% de outros gases, além de variações de vapor de água… Acontece que somente o oxigénio é absorvido, os outros gases entram, mas são libertados na expiração.

A principal finalidade da respiração é fornecer oxigénio fresco para o sangue nos pulmões e desfazer-se do gás carbónico. O sangue absorve e fornece o nosso organismo deste elemento tão necessário para as nossas funções.

Numa pessoa normal o oxigénio extraído do ar é suficiente para nutrir as células de todo o corpo. Nós inspiramos, o alvéolo enche-se de ar, e, pelo mecanismo de difusão nas suas paredes, ocorre as trocas gasosas do sangue. Em situações anormais, como de asfixia, que a quantidade de oxigénio está reduzida, seja por entrada de água ou de fumo nos alvéolos, aumenta o gás para 40 a 75%, e desta forma auxiliar a restauração do sistema. Misturas de até 65% de oxigénio no ar podem ser inaladas por períodos longos sem efeitos negativos à saúde.

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Porém, o oxigénio respirado a 100% é tóxico aos pulmões e, por não dizer, a todo o nosso organismo. O excesso (à pressão atmosférica) pode colapsar os alvéolos, isto é, estes diminuem de tamanho, murcham pela falta do nitrogénio, diminuem assim a troca gasosa pelo sangue e chegam a fechar totalmente. Em condições normais, o nitrogénio que inspiramos fica preso no alvéolo para mantê-lo inflado.

Outras implicações da toxicidade do oxigénio puro é a formação de edema pulmonar (acúmulo de fluídos nos pulmões), fortes dores no peito e cegueira. Por outro lado em exposição à pressão atmosférica, como em ocasiões de mergulho profundo, os sintomas são náuseas, tontura, câimbras musculares, confusão mental, turvação da visão, convulsões e eventualmente a morte.

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