Com a sonda Curiosity a explorar a superfície do planeta vermelho, a recolher e a enviar inúmeras imagens para estudar o planeta, é inevitável que, quando a informação chegue ao público, um vasto de leque de teorias da conspiração começem a surgir.

Até agora, já foi visto uma pirâmide “feita pelo homem” em Marte e uma mulher marciana estranha a deambular pelo planeta a supervisionar as viagens da sonda.

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E um caranguejo…

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Mas porquê que isso acontece? E com que frequência?

Como se vê, há uma explicação simples para encontrar imagens inesperadas em lugares incomuns – o fenómeno é chamado de pareidolia, que pode ser visual ou auditiva – a última das quais acredita-se ser a razão pela qual as pessoas consideram que conseguem ouvir mensagens quando tocam certas músicas ao contrário.

A pareidolia é definida como um fenómeno psicológico que é acionado quando vemos uma imagem ou ouvimos um som, e a mente encontra um padrão ou imagem familiar onde não existe. A maneira mais fácil de explicar é esta: Se já viu dragões, golfinhos e outras imagens aleatórias nas nuvens – é pareidolia.

Existem várias teorias que tentam explicar toda esta questão, mas a teoria de Carl Sagan é a mais amplamente aceite. No seu livro O Mundo Assombrado pelos Demónios – A Ciência vista como uma vela no escuro, Sagan explica que a capacidade de identificar ameaças à distância ou com fraca visibilidade era essencial para a nossa sobrevivência. Os primeiros seres humanos que julgavam ter visto um leão no arbusto fugiam e, como resultado, sobreviviam. Aqueles que não tinham essa capacidade, ou que ignoravam o perigo potencial, eram comidos e mortos. É melhor fugir sem motivo, do que não fugir e morrer.

Nós, portanto, carregamos os genes das pessoas que fugiram e foram capazes de transmitir essa capacidade por várias e várias gerações. Quando encontramos um padrão ou imagem onde não pode existir, é tudo na verdade uma habilidade de precaução por sobrevivência – Sagan comentou que isso também pode resultar da má interpretação de imagens aleatórias ou padrões de luz como rostos e objetos familiares.

Assim, embora ninguém possa dizer com certeza se existem seres estranhos em Marte ou se as divindades gostam de se revelar em torradas ou arbustos– é provavelmente apenas o seu cérebro encontrando familiaridade no desconhecido.

 

Fonte: Iflscience e Livescience

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