Pessoas que criam muitos objetivos pessoais na vida correm o risco de passar por mais stress. No entanto, um estudo aponta que não precisamos de abdicar dos objetivos para não sofrer emocionalmente – apenas não devemos temer as falhas.

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Um total de 43 estudos prévios sobre perfecionismo e stress foram analisados pelos investigadores envolvidos nesta abordagem. Os resultados revelam que sustentar grandes expetativas não tem  necessariamente que ser algo mau. No entanto, para pessoas perfecionistas, muito preocupadas com detalhes e que se sentem na obrigação de ter sempre o melhor desempenho possível, os efeitos emocionais podem aparecer. Mas é justamente o perfecionismo o culpado, não a criação de objetivos.

“Ppode falhar quantas vezes quiser, desde que não sinta reflexos na sua autoestima”, disse Andrew Hill, psicólogo de desporto na Universidade York St. John, na Inglaterra.

O problema, no entanto, é que o perfecionismo é um traço muito comum. De acordo com Hill, um dos estudos analisados mostrava que apenas 10% das pessoas dizem que não são perfecionistas em nenhum aspeto da vida. Isso faz com que seja difícil encarar os tropeços da vida com tranquilidade, sem afetar a autoestima. A maioria das pessoas acabam por irritar-se e sentirem-se derrotadas quando algo não corre como esperado. Por isso, o perfecionismo está ligado a problemas mentais e físicos, e até mesmo com morte prematura.

Hill aconselha que as pessoas criem objetivos numa espécie de “escada”. O especialista explica que, se criar-mos objetivos muito altos, e é perfecionista, irá ir abaixo na primeira barreira. Por outro lado, é com pequenos objetivos, que irá avançar aos poucos, e as chances de se stressar são menores.

A nova análise apareceu no dia 31 de julho no ‘Personality and Social Psychology Review’.

Fonte: Livescience

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