De acordo com Joshua Sokol, do portal New Scientist, nos últimos anos, estudos realizados pela sonda espacial SOHO — de Solar and Heliospheric Observatory —, da NASA, revelaram que vários cometas passam muito perto da nossa estrela semanalmente. Esses astros são basicamente compostos por poeira, fragmentos de rocha e gelo, e os menores desintegram-se antes mesmo de se aproximarem muito do Sol.

Curiosamente, segundo explicou, não é a coroa — a camada mais externa da atmosfera da nossa estrela — a responsável por destruir os cometas. Apesar de ser incrivelmente quente, esta é fina demais para transferir muito calor. Então, o que derrete os cometas, na verdade, é a intensa radiação emitida pelo Sol e que escapa para o espaço. Mas o que acontece se os cometas maiores, conseguissem penetrar pela coroa e atingir as camadas mais baixas?

Estimativas


Segundo Joshua, uma equipa de astrónomos escoceses fez alguns cálculos e concluiu que, para que um cometa possa chegar até as camadas mais baixas da atmosfera solar, precisaria de ter uma massa de, no mínimo, 109 quilos, para ter uma noção de quão pesado coloque 9 zeros à frente do 10.

Assim, considerando que o cometa seja grande o suficiente e se aproxime do Sol, este seria capturado pela gravidade da estrela e ultrapassaria velocidades de 600 quilómetros por segundo enquanto “cai” pelas camadas atmosféricas. Além disso, a essa velocidade, o atrito com a atmosfera solar faria com que astro ficasse com um aspeto de panqueca antes de explodir.

Explosão

De acordo com os cientistas, a explosão libertaria radiação ultravioleta e raios-X e poderia ser observada da Terra através de instrumentos específicos. Além disso, a colisão também poderia libertar uma quantidade de energia equivalente à emitida durante uma ejeção de massa coronal, só que por uma área muito menor.

Conforme explicaram os astrónomos, o evento seria semelhante à explosão de uma bomba na atmosfera e inclusive poderia fazer o Sol vibrar, desencadeando sismos que ecoariam através das suas camadas atmosféricas.

Vale lembrar que a colisão de um cometa gigante contra a nossa estrela jamais foi observada, portanto o cenário descrito pelos cientistas, embora seja baseado em cálculos e no conhecimento que temos sobre os dois astros, é apenas especulativo.

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