Hienas, girafas, crocodilos e outros animais que vivem de forma selvagem na África são portadores de micróbios resistentes a antibióticos. Seres humanos que vivem nas redondezas desses animais também apresentaram a presença destes organismos, é o que revela um novo estudo.

Uma equipa liderada por Sarah Jobbins e Kathleen Alexander, da Virginia Tech, recolheram amostras fecais de 150 animais, abrangindo 18 espécies distintas no distrito de Chobe, no norte da Botswana. Estes testaram a resistência dos micróbios encontrados a 10 antibióticos amplamente utilizados, e então compararam com os resultados provenientes de amostras humanas. A equipa recolheu 193 amostras de pacientes saudáveis e doentes num hospital local, bem como 77 amostras de algumas fontes como latrinas e esgoto.

A equipa responsável pela investigação descobriu que 41,3% das amostras retiradas da vida selvagem e 94,3% das amostras humanas possuíam Escherichia coli resistentes a pelo menos um dos 10 medicamentos testadas. Além disso, 13,3% das amostras selvagens e 68,9% das humanas possuíam E. coli resistentes a 3 ou mais antibióticos. Os micróbios de animais e humanos eram semelhantes na forma como resistiam aos medicamentos.

A resistência a múltiplos medicamentos foi muito maior em espécies aquáticas, como hipopótamos, crocodilos e lontras. “A água superficial é um bem compartilhado por humanos e outros animais, principalmente em regiões secas, como a Botswana”, explicou Jobbins. “Isso também pode agir como um potencial meio de introdução de resistência a antibióticos em populações que nunca foram expostas a esses medicamentos no passado.

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