Os anos em si nunca mudam. O que se altera é a forma de calcular a idade correspondente que o seu amigo de quatro patas teria se fosse um humano. Tal como a idade felina, existe é costume dizer-se que basta multiplicar a idade real do animal por sete e terá a idade “humana”. Mas isso não funciona muito bem.

Acontece que, assim como os gatos, os cães possuem um amadurecimento muito acelerado no seu primeiro ano de vida. De fato, esses primeiros 12 meses de idade seriam equivalentes a 15 anos humanos! Os cães atingem a vida adulta de uma maneira muito mais rápida do que os seus próprios donos.

Uma diferença em relação à contagem dos gatos é que os cães possuem uma variedade de tamanho muito maior, dependendo da sua raça. O cálculo da idade de um chihuahua é diferente do cálculo de um pastro alemão. Enquanto animais de maior porte chegam à meia idade ao atingir seis anos, os mais pequenos levam mais tempo para isso.

Fazendo as contas

Cesar Milan, o “encantador de cães”, dá uma fórmula para calcular a idade do seu animal: subtrair dois anos da sua idade, multiplicar por quatro e adicionar 21. Por exemplo: se o seu fiel companheiro tiver cinco anos, diminua dois (ficando com três), multiplicar por quatro (ficando com 12) e adicionar 21, totalizando 33 anos “humanos”.

Outra tática, mais completa e precisa, é usar a calculadora que a Pedigree fornece no seu site oficial. Lá poderá inserir a idade correta do seu animal, escolher a raça e pronto! O site fornece automaticamente a idade correspondente em anos humanos para o seu cão.

“E se eu não souber a idade dele?”

Felizmente muita gente adota cães, todavia muitas vezes sem saber a idade real do animal. Por isso, fica mais complicado estipular quantos anos possui. Mas não é impossível, já que, de uma maneira geral, apresentam características corporais que vão mudando ao longo do tempo – igual a nós, que envelhecemos e trocamos os dentes de leite, criamos rugas e por aí vai.

Um veterinário pode estipular a idade aproximada do cão com maior precisão, mas pode seguir a tabela abaixo para ter uma noção:

  • De 5 a 8 semanas: as crias abrem os olhos e os primeiros dentes aparecem.
  • De 4 a 8 meses: mudança de dentição, os dentes de leite caem e são substituídos pelos permanentes.
  • De 1 a 2 anos: o tamanho máximo do animal já foi atingido e os dentes apresentam partes amareladas.
  • De 2 a 3 anos: os dentes apresentam acúmulo de tártaro e é necessário escová-los regularmente. Também aparecem os primeiros sinais de gengivite.
  • De 3 a 7 anos: “cabelos” brancos aparecem no focinho e os dentes estão mais desgastados.
  • A partir de 7 anos: a mobilidade diminui, alguns dentes podem cair e os olhos podem apresentar catarata.

Cães idosos

É necessário recordar algo muito importante: não é porque o seu companheiro ficou velho que ele não precisa de cuidado e carinho. Pelo contrário, é precisamente nessa fase que requer maior atenção. Ele foi fiel durante toda a sua vida; então, nada mais justo que dar o conforto que ele merece com o amor que sempre recebeu.

E caso esteja em dúvida sobre adotar um cão já idoso, pense que essa pode ser a última oportunidade de ele se sentir amado por uma família. Cães com mais idade têm maior dificuldade de conseguir adoção nos abrigos, então é essencial que se for escolher um companheiro para a vida, esteja preparado para cuidar dele até o fim.

A expectativa de vida de um cão depende muito da sua raça, do seu tamanho e da sua alimentação. Raças menores tendem a viver mais, chegando a até 15 anos. Por outro lado cães amiores, normalmente, vivem em média 10 anos.

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