Um dos assuntos que mais intriga a medicina é o efeito placebo – quando toma um medicamento, por exemplo, feito com farinha e água, acreditando que está a ingerir algum tipo de fármaco, e ainda assim apresenta melhoras no quadro patológico. O efeito existiu sempre, e é considerado normal, mas agora investigadores descobriram que as pessoas podem ser treinadas para acreditar tanto nos placebos, como no facto de funcionarem mesmo sabendo que não estão a ingerir um medicamento com efeitos “reais”.

O estudo foi publicado no “Journal of Pain“, e abordado numa publicação do ‘IFLScience‘. O estudo foi conduzido por uma equipa da Universidade do Colorado em Boulder, e consistiu na aplicação de um objeto quente nos antebraços de voluntários, causando dor, mas sem o risco de queimaduras. Assim, o investigador Scott Schafer aplicava o que os participantes pensavam ser gel anestésico, mas que na verdade era apenas vaselina com corante azul. Então, Schafer, sem que os participantes percebessem, desligavam o objeto que gerava calor.

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Quando Schafer colocava o calor em “médio”, os participantes relatavam menos dor quando recebiam a vaselina, ao contrário do que quando não a recebiam – mesmo com o calor continuando constante.

Entretanto, para aqueles que passaram por quatro sessões com a vaselina, o efeito continuou efetivo mesmo depois de Schafer avisar que não se tratava de um medicamento. Isto sugere que as pessoas podem ser treinadas para acreditar que um placebo funciona tão bem como uma droga.

Essa investigação pode ajudar no tratamento de vícios, como nos casos de pessoas com dores severas que tomam analgésicos fortes e viciantes.

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