Provavelmente todos nós conhecemos estes tesouros artísticos, porém, nunca desta forma. Aqui estão 18 exemplos de pinturas clássicas reproduzidas criativamente por alguns amantes inovadores da arte com câmaras fotográficas. Fique a conhecer, ainda algumas curiosidades sobre cada uma dessas obras-primas.

1. Auto-retrato, 1889 por Vincent Van Gogh

Vincent Van Gogh pintou mais de 30 auto-retratos entre 1886 e 1889. A sua coleção de autoretratos coloca-o entre os mais prolíficos artistas de auto-retratos de todos os tempos. Este usou pinturas de auto-retrato como um método de introspeção, uma forma de ganhar dinheiro e uma maneira de desenvolver as suas capacidades como artista. Este quadro encontra-se atualmente em Paris, no museu d’Orsay.

2. “A criação de Adão” de Michelangelo

Michelangelo, na primavera de 1508, é convidado a se dirigir a Roma, pelo papa Júlio II, com o objetivo de pintar os afrescos da Capela Sistina. Completada por volta de 1511, Michelangelo ficou celebrado como o maior artista das três artes visuais: escultura, pintura e arquitetura, sendo ainda um dos três maiores artistas renascentistas, ao lado de Leonardo da Vinci e Rafael. O painel da criação de Adão, pintado no teto da Capela Sistina é uma das imagens mais conhecidas do mundo.

3. “Therese Revant” de Balthus

Com os olhos fechadas, a modelo infantil de Balthus encontra-se perdida em pensamentos. Thérèse Blanchard, rapariga com cerca de 12 ou 13 anos na altura em que a pintura fora elaborada, era, juntamente com o seu irmão, vixinha de Balthus em Paris. Esta aparece sozinha, com o seu gato ou com o seu irmão numa séria de onze pinturas feitas entre 1936 e 1939.
 

 

4. “American Gothic”, de Grant Wood

É uma pintura de Grant Wood, realizada em 1930. Mostra um agricultor e sua filha solteira em frente da sua casa. Os modelos na pintura eram a irmã de Wood, Nan, e seu dentista Dr. Bryon McKeeby, de Iowa. Na realidade, os modelos nunca se posicionaram realmente em frente da casa. Cada elemento foi pintado separadamente. Wood pintou a casa juntamente com as pessoas que ele imaginava que viveriam nela. A casa existe realmente em Eldon, Iowa, construída de acordo com o estilo gótico americano. A pintura encontra-se, atualmente no Instituto de Arte de Chicago.

5. “Retrato de Sylvia Von Harden”, 1926 de Otto Dix

Este retrato foi de certa forma uma chocante obra que retrata a escritora alemã Sylvia Von Harden sentada numa mesa de café, bebendo um cocktail e fumando um cigarro. Aparenta uma figura feia e andrógina. Esta pintura insere-se no movimento expressionista, podendo ser visitada no Museu Nacional de Arte Moderna em Paris. Foi adaptada ao cinema por Bob Fosse, servindo de inspiração para o filme Cabaret.

5. Quarto em Arles, 1888 de Vincent Van Gogh

Quarto em Arles é uma série de três quadros do impressionista holandês Vincent van Gogh, pintados entre outubro de 1888 e setembro de 1889. A obra é uma das mais conhecidas do artista, e até mesmo do mundo.O famoso quadro retrata o quarto que Vincent Van Gogh alugou na “casa amarela”, na cidade de Arles, na França, país onde trabalhou durante quase toda a sua existência. Pintou a obra mais de duas vezes, cerca de um ano depois, enquanto estava internado no hospício de Saint-Rémy-de-Provence. Hoje a primeira obra está exposta no Museu van Gogh em Amesterdão, Holanda, a segunda versão no Instituto de Artes de Chigaco e a terceira, representada na imagem encontra-se no Museu de Orsay.~

 

6.Caminhante Sobre o Mar de Névoa, 1818 por Caspar David Friedrich

 

A cena se baseia em esboços de montanhas que Friedrich viu quando esteve na Suíça. Teorias afirmam que o quadro talvez seja uma homenagem póstuma a um coronel da infantaria saxônica, devido ao posicionamento da figura central, que se destaca, ereta e heróica, contemplando a cena à sua frente. No entanto, a figura pode ser interpretada de diversas outras formas, como um símbolo do anseio do homem pelo inatingível ou ainda a alegoria da jornada da vida. Esta obra sintetiza as ideias românticas sobre o lugar que o homem ocupa no mundo, como o isolamento do homem diante das forças da natureza. A imagem tornou-se um ícone do indivíduo romântico. A obra está no acervo da Kunsthalle de Hamburgo desde 1970.

7.“Grande Odalisque”, 1814 Jean Auguste Dominique Ingres

Grande Odalisque, também conhecida como Une Odalisque ou La Grande Odalisque, é uma pintura de óleo realizada em 1814 que retrata uma odalisca ou concubina. Os contemporâneos do artista consideram que esta obra foi significativa na sua passagem de neoclássico para um romantismo exótico. Esta obra foi alvo de vastas críticas na sua primeira apresentação devido às suas proporções alongadas e à sua falta de realismo anatómico. A obra encontra-se exibida no museu do Louvre em Paris.

 

8.”A Duquesa Feia”, 1513 de Quentin Massys

 

Acredita-se que esta obra havia sido elaborada de forma a satirizar as mulheres idosas que tentavam inapropriadamente recriar a sua juventude. Porém, novas teses afirmam que Massys limita-se a retratar uma mulher que sofre da doença de Paget, uma má formação nos ossos. Julga-se que esta obra-prima servira de inspiração ao génio Leonardo da Vinci. A pintura encontra-se na coleção da Galeria Nacional de Londres.

9.”The Frame”, 1938 de Frida Kahlo

 

Frida Kahlo é mundialmente conhecida pelos seus auto-retratos, incluindo o representado na imagem conhecido como “The Frame”. Este é um dos muitos auto-retratos que Frida criou durante toda a sua vida. Apesar de muitos deles serem recheados de angústia e desespero, “The Frame” é uma pintura bastante otimista que foi adquirida pelo Museu do Louvre em França.

 

 

10. “A Leiteira”, 1657 de Johannes Vermeer

A Leiteira é uma pintura em óleo sobre tela que representa uma “leiteira”, de facto uma empregada de cozinha, em que se confirma a mestria do artista na observação e descrição do quotidiano, conhecido por ser atento aos mínimos detalhes de uma cena. Embora A Leiteira não seja um retrato, o observador tem a certeza absoluta de que a cena foi criada a partir da observação direta.

Está actualmente no Rijksmuseum em Amesterdão, Holanda, qualificado como “inquestionavelmente uma das maiores atracções do museu”

 

11. “The Son of Man”, 1964 de René Magritte

Pintura belga surrealista destinada inicialmente a ser um auto-retrato. O autor da obra confessa que a sua obra reflete sobre a humanidade e o seu interesse na descoberta do escondido e de tudo aquilo que não está à vista. Atualmente, o quadro foi adquirido por um privado. Porém, até recentemente, Outubro de 2011, este encontrava-se exposto no salão de um hotel localizado na antiga parte histórica de Montereal.

12.”Mulher Chorando”, 1937 por Pablo Picasso 

Esta é uma obra contemporânea do painel Guernica. É mais uma demonstração da genialidade do artista em converter a realidade em sua criação. É uma denúncia das atrocidades cometidas pelos partidários do general Francisco Franco durante a Guerra Civil Espanhola. A figuração dada ao rosto feminino permite o olhar sobre diversas perspectivas. “Mulher chorando” retrata a dor e o sofrimento perante as tragédias humanas. Tem estado na coleção de Tate em Londres desde 1987, e encontra-se em exibição no Tate Modern, em Londres.

 

13. “Dama com Arminho”, 1492 de Leonardo da Vinci

A Dama com Arminho é, provavelmente, Cecilia Gallerani, de 17 anos, dama da corte milaneza e amante do Duque de Milão, Lodovico Sforza. Existem várias hipóteses sobre a presença do animal na cena. Uma delas defende que este simboliza a castidade da rapariga, embora seja algo irónico visto que esta deu à luz um filho ilegítimo do duque. Outra hipótese evoca um trocadilho com o seu nome que, em grego, significa arminho. Existe ainda uma terceira possibilidade, que se apoia no fato de que o apelido de Lodovico era Ermellino, que significa Arminho em italiano. A pintura foi feita durante a primeira visita de Da Vinci a Milão, para onde foi na esperança de conseguir a proteção do duque. Poderá ser visitada no Museu Czartoryski na Polônia.

14.“Christina’s World”, 1948 por Andrew Wyeth

 

É a pintura mais famosa já feita por um pintor norte-americano, Andrew Wyeth, e uma das mais bem conhecidas pinturas do século XX. Este trabalho de têmpera é mostrado no Museu de Arte Moderna em Nova Iorque. Retrata Christina Olson, mulher que sofreu de diversos problemas de deterioração muscular, acabando paralisada da parte inferior do seu corpo, tendo que arrastar-se por todo o terreno para escolher produtos hortícolas a partir de seu jardim.

 

15.”A morte de Marat”, 1793 de Jacques-Louis David

Exposta no Musées royaux des Beaux-Arts de Belgique em Bruxelas, a pintura retrata Jean-Paul Marat, revolucionário francês, assassinado em casa  em 13 de Julho por Charlotte Corday.

 

16.”A persistência da memória”, 1931 de Salvador Dalí

 

É uma das obras mais famosas do artista surrealista espanhol. Como um desafio à nossa concepção de existência, o artista utiliza uma teoria de Albert Einstein, a Teoria Geral da Relatividade, que diz que o tempo se curva sob a gravidade. É isso que os relógios representam. É um retrato clássico da interpretação onírica de objetos e formas bastante simples distorcidas ou transformadas em formas irreconhecíveis. Rica em nuances psicológicas e filosóficas, “A Persistência da memória” pode ser visto no Gala-Salvador Dali Foundation/Artists Rights Society Museum na cidade de Nova York.

 

17. “A rapariga com brinco de pérola”, 1665 por Johannes Vermeer

 É uma das obras-primas do pintor e como o seu nome indica, é utilizado um brinco de pérola como ponto focal. A pintura está no Mauritshuis de Haia. É muitas vezes referido como “a Mona Lisa do Norte” ou “a Mona Lisa holandesa”.

 

 

18.”La bonne foi”, 1965 de René Magritte

Também conhecido como “Good Faith”, esta pintura realizada na Bélgica, enquadra-se no movimento surrealista, tendo um caráter simbólico.

Leia mais sobre arte:

Comentários

You need to login or register to bookmark/favorite this content.

Bookmarked By